O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, se reuniu com dirigentes e investidores de um banco americano em São Paulo, nesta segunda-feira (24).
Renan foi questionado sobre o debate presidencial deste domingo (23), realizado pela Band, e disse considerar positiva a imagem de “agressivo” que ficou após o encontro.
O debate também teve as presenças de Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) desistiram de participar do evento.
“Eu acho sexy.
Precisa ser agressivo.
Se a situação brasileira é dramática, não vai ser sendo calmo e plástico que eu vou resolver isso, nem que eu vou ativar as pessoas indignadas.
A gente precisa entender uma coisa: essa eleição foi construída pelo Banco Master.
E é bem claro: pelo Banco Master, para fazer com que Lula e Flávio vençam, porque ambos estiveram, em alguma medida, na folha de pagamento do Master.
É uma eleição da impunidade.
É uma eleição em que ninguém vai ao debate porque eles não querem que as pessoas falem de política.
Eles não querem fazer coletiva, não querem ouvir ninguém, não querem participar de debate.
Eles querem que as pessoas fiquem calmas, quietas, sonolentas e vão para a eleição igual um boizinho vai para o batedouro", disse.
Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury durante debate promovido pela Band
Felipe Marques/Zimel Press/Agencia O Globo
Renan Santos também reafirmou que não quer o voto do eleitor de Lula.
Para ele, quem vota no atual presidente é “irresponsável” e está tornando a vida do brasileiro mais insegura, nas palavras dele, por um “fetiche ideológico”.
O candidato do Missão levou propostas econômicas para a reunião na Faria Lima, coração financeiro de São Paulo, e aproveitou para atacar os adversários Lula e Flávio Bolsonaro.
Ele disse que o candidato do PL fala em “tesouraço”, mas não detalha a proposta, e que o petista sequer toca no assunto.
“Eu vejo o Flávio falando assim: 'ah, eu vou fazer um tesouraço’.
Eu vejo o Lula não falar sobre o assunto.
Eu falo: ‘Olha, nós vamos precisar fazer reformas que removam vinculações e indexações, cortar privilégios, pôr fim a determinadas renúncias fiscais’.
Eu entro no detalhe porque a gente precisa entrar.
O Brasil precisa cortar de R$ 200 bilhões a R$ 250 bilhões de despesas no orçamento anual para voltar a andar.
Do jeito que está, o Brasil vai quebrar", afirmou.
Renan afirmou ainda que pretende acabar com as bets e que as empresas de apostas online serão “destruídas” em um eventual governo.
Ele também reclamou de empresários que se reúnem com ele e apoiam suas propostas, mas não declaram voto em sua candidatura.
Segundo Renan, o empresário que não votar nele cometerá “um erro” que vai atingir o negócio e também a família.
