Após captura de Maduro, Trump deve retornar a Washington neste domingo (4)

 

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Após as primeiras declarações sobre a captura de Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve retornar a Washington já neste domingo (4). A agenda oficial da Casa da Branca não deu um horário definido para o desembarque dele na capital americana.

Trump estava em Mar-a-Lago, na Flórida, onde deu coletiva de imprensa sobre a operação contra a Venezuela. Trump não poupou nem mesmo a atual vencedora do Nobel da Paz e figura central da oposição venezuelana, María Corina Machado.

Ele afirmou que ela não tem o apoio e nem o respeito necessários para governar o país.

Em contrapartida, o presidente americano disse que não permitirá que aliados de Maduro permaneçam no poder. Ele ressaltou que um governo interino será instalado até que uma transição considerada segura seja concluída.

Trump não explicou como essa administração funcionará, nem por quanto tempo deve durar, limitando-se a dizer que ficará sob responsabilidade de um grupo.

Com 15 mil militares e porta-aviões, os Estados Unidos reforçaram o poderio bélico antes do ataque à Venezuela.

Autoridades americanas informaram que a operação que capturou Maduro estava prevista para a semana passada, mas foi adiada devido às condições climáticas.

A autorização final, foi dada por Trump às 10 horas e 46 minutos da noite de sexta-feira no horário da Flórida, madrugada de sábado no Brasil.

Trump declarou que a captura de Maduro, realizada em Caracas, levou apenas 47 segundos. Segundo ele, o presidente venezuelano e a primeira-dama foram retirados do quarto enquanto dormiam.

Além da mobilização para assumir o governo, o republicano também anunciou que o país passará a se envolver diretamente na indústria petrolífera da nação latina. Segundo Trump, empresas americanas serão responsáveis por reestruturar o setor energético da Venezuela, que concentra cerca de 17% das reservas mundiais de petróleo.

Em reação, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento em rede nacional, pediu calma à população e afirmou que o país “nunca será colônia de nenhuma nação”.

Ela declarou que Maduro continua sendo o presidente legítimo e classificou a ação americana como um “sequestro”.

Já Corina Machado se posicionou por meio de uma nota publicada nas redes sociais. Nela, destacou que Maduro enfrenta a justiça internacional após os crimes cometidos contra venezuelanos e cidadãos de outros países. Ela afirmou que chegou a hora da soberania popular e nacional regerem o país.

Desde julho de 2024, a oposição venezuelana contesta os resultados das eleições. O candidato à época, Edmundo González, se autoproclamou o novo presidente do país. Na ocasião, o governo dos Estados Unidos reconheceu a vitória dele.

Corina disse ainda que vai convocar a população a ocupar as ruas.