Após bombardeios de base no Chipre, Trump afirma que relação dos EUA com o Reino Unido 'não é mais como antes'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, em entrevista ao jornal britânico The Sun, que as relações entre o país americano e o Reino Unido "já não são mais as mesmas". A declaração de Trump vem poucos dias após uma das bases britânicas no Chipre, cedida aos EUA para ataque às instalações de mísseis do Irã, ser atingida por bombardeios iranianos.
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Apesar de ter ofertado uma de suas bases aos americanos, o Reino Unido reafirmava que o propósito deveria ser de defesa, não ataque. O desgaste de relação se deu em meio ao posicionamento do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que reforçou a posição do país em não participar de "ações ofensivas contra o Irã".
— O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região — indicou o primeiro-ministro.
Ainda na entrevista, Donald Trump deu mais detalhes sobre as negociações entre os países para o uso das instalações militares. Segundo ele, Starmer "não tem cooperado" com os propósitos americanos. De acordo com o presidente americano, países como Alemanha e França — que anunciou recentemente o aumento de seu arsenal nuclear — se tornaram nações de relacionamentos "muito fortes".
Esta não é a primeira vez que o republicano faz críticas a Keir Starmer. Na segunda-feira, Trump disse que o primeiro-ministro "demorou muito tempo" para autorizar que os EUA utilizassem a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico.
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Em paralelo às críticas, o porta-voz oficial do premier britânico, David Pares, anunciou que o país mobilizou "um nível significativo de capacidade defensiva" para o Chipre. As ações visam proteger a base britânica.
— Creio que já detalhamos diversas vezes os ativos e capacidades que mobilizamos defensivamente para a região. Isso inclui sistemas de radar, defesa aérea e jatos F-35. Trata-se de um nível significativo de capacidade defensiva para nossas bases em Chipre — afirmou.
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Irã desaconselha a entrada de países europeus
Nesta terça, o Irã fez uma advertência contrária à entrada de países europeus no conflito do país com os Estados Unidos e Israel, após Alemanha, França e Reino Unido afirmarem em comunicado que poderiam tomar ações defensivas e neutralizar ataques de mísseis iranianos.
— Seria um ato de guerra. Qualquer ato do tipo contra o Irã seria considerado cumplicidade com os agressores. Seria considerado um ato de guerra contra o Irã" — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, ao ser questionado sobre a declaração dos três países europeus.
