Após ataques russos matarem 23 na Ucrânia, Macron anuncia envio de mísseis interceptadores a Kiev - QTU Questões do Universo

Após ataques russos matarem 23 na Ucrânia, Macron anuncia envio de mísseis interceptadores a Kiev

Fonte: Bandeira da fonte

Após novas rodadas de ataques russos matarem 23 pessoas na Ucrânia entre sexta-feira e sábado, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o envio de mísseis interceptadores para reforçar os sistemas de defesa antiaérea de Kiev, que enfrenta uma grave crise para abater projéteis de Moscou devido a escassez de munições adequadas.
O reforço defensivo chega em um momento em que as forças ucranianas levam a cabo uma campanha de ataques em profundidade no território russo e em áreas ocupadas, que na última onda de bombardeios atingiram o centro logístico de uma empresa de comércio eletrônico e uma refinaria de petróleo, além de matar seis pessoas, segundo autoridades russas.

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"Anunciei ao presidente [da Ucrânia, Volodymyr] Zelensky o reforço do nosso apoio, com o envio de interceptadores", escreveu Macron em uma publicação na rede social X, após uma conversa com o líder ucraniano.
"É essencial que todos os países que dispõem de meios também se unam a este esforço" de oferecer "meios necessários para [Kiev] defender seu céu".

A demanda por interceptadores, sobretudo por munições compatíveis com os sistemas americanos "Patriot", tornou-se um pedido recorrente de Zelensky e de autoridades ucranianas, diante de uma quase incapacidade das forças de defesa interceptarem mísseis balísticos russos.
O presidente fez apelos ao longo da semana, reiterando a pretensão de produzir as munições no país — o que exigiria uma concordância de Washington.
Em certas rodadas de ataques, as defesas ucranianas chegaram a afirmar que não conseguiram abater nenhum míssil.
Enquanto a guerra na linha de frente segue sem grandes avanços, os ataques trocados pelo ar seguem intensos.
Equipes de resgate continuavam trabalhando neste sábado nos escombros de um shopping center atingido por drones russos na sexta-feira, em Kryvyi Rig, cidade natal de Zelensky.
A ação ocorreu à luz do dia, e deixou ao menos 100 feridos, incluindo crianças.
Zelensky denunciou o ataque como "absolutamente cínico e desprezível", e disse que a ação foi realizada deliberadamente "em duas ondas", com a segunda ocorrendo cerca de meia-hora após a primeira, a fim de atingir os serviços de resgate que atendiam as vítimas após o primeiro impacto.
Em Kiev, sirenes de alerta foram acionadas neste sábado, quando mísseis balísticos voltaram a voar sobre a região da capital durante o dia.
Duas pessoas morreram e oito ficaram feriadas em Boryspil, nos arredores da principal cidade.
Outros três morreram em Zaporíjia, no sul do país, onde 15 pessoas também ficaram feridas.
Uma reunião por videoconferência está agendada para segunda-feira, quando autoridades de Kiev e de países aliados vão discutir o apoio ao país.
Em visita a Kiev neste sábado, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou que foram mantidas conversas com outros países europeus sobre o tema do reforço às defesas aéreas, e que também pretendia abordá-lo na próxima semana com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Tanto Wadephul quanto Macron acusaram a Rússia de atacar a população civil após o ataque duplo ao shopping center de Kryvyi Rih.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, condenou o caso como "terrorismo premeditado".
Ofensiva ucraniana
Apesar das dificuldades defensivas, a Ucrânia continua lançando ataques aéreos além das linhas inimigas, em uma campanha que autoridades do país costumam se referir como "sanções de longo alcance", com objetivo de fazer a guerra ser sentida em território russo.
As Forças Armadas da Ucrânia afirmaram ter atingido uma refinaria de petróleo na região de Samara, na região central da Rússia, enquanto uma central logística da gigante do comércio eletrônico Ozon também teria sido bombardeada.
Refinarias têm sido alvos preferenciais de Kiev, bem como galpões logísticos de grandes varejistas.
Os ataques das últimas semanas tinham mirado com frequência em instalações da rede Wildberries, líder do setor e apelidada de "Amazon russa".
Moscou condena os danos civis.
As autoridades russas confirmaram seis mortos nos últimos ataques ucranianos, incluindo dois menores de idade.
O governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, disse que os dois morreram quando drones ucranianos atingiram "infraestruturas civis e edifícios residenciais do distrito de Yeysk".
Uma terceira vítima morreu após ser socorrida em Yeysk.
As demais baixas civis foram confirmadas na região central de Samara, e duas em Sebastopol, na Crimeia anexada, onde autoridades locais disseram que um ônibus foi atingido.
Em todos os casos, os bombardeios foram lançados a partir de drones.
(Com AFP)