Após aprovação da PEC do fim da 6x1, Lula liga para Motta e articula avanço do texto no Senado

Após aprovação da PEC do fim da 6x1, Lula liga para Motta e articula avanço do texto no Senado

 

Fonte: Bandeira



O presidente Lula telefonou para o presidente da Câmara, Hugo Motta, após a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 na Câmara dos Deputados. Na conversa, Lula reforçou a importância de alinhamento entre Executivo e Legislativo em torno de pautas consideradas prioritárias pelo governo.

A interlocução evidencia o momento de maior proximidade entre Lula e Hugo Motta, cenário diferente da relação do presidente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, acompanhou a votação da proposta na Câmara e afirmou esperar que a PEC seja aprovada pelo Senado ainda no primeiro semestre deste ano. Apesar de evitar estipular prazos para o Congresso, para não caracterizar interferência entre os Poderes, o ministro disse acreditar que a tramitação pode ser concluída em cerca de 30 dias, caso os senadores deem à proposta a mesma prioridade observada na Câmara.

A declaração foi dada nesta quinta-feira, após a divulgação dos dados de geração de empregos referentes ao mês de abril.

A PEC foi aprovada com ampla maioria na Câmara em votação encerrada por volta das 23h40 de quarta-feira. Agora, o texto segue para o Senado, onde deve começar a tramitar nos próximos dias pela Comissão de Constituição e Justiça, em meio ao calendário eleitoral e às festas juninas.

Apesar do otimismo do governo, há dúvidas sobre a velocidade da tramitação no Senado. O Planalto trabalha para que a proposta seja aprovada sem alterações profundas. Caso o texto seja modificado, a PEC precisará retornar à Câmara dos Deputados.

Nas redes sociais, Lula agradeceu a Hugo Motta pela condução da votação e afirmou que atuará pela aprovação da proposta no Senado.

Enquanto o governo articula apoio político para acelerar a análise da matéria, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também vem sendo procurado por representantes do setor empresarial, que defendem que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho ocorra apenas após as eleições.