A Noruega dará a assistência necessária a russos no arquipélago Svalbard, no Ártico, após a apreensão do navio em que estavam passageiros e mantimentos transportados para as remotas ilhas, informou nesta sexta-feira o Ministério de Relações Exteriores. Leia também: Alemanha sofre terceira tentativa de sabotagem ao sistema elétrico em uma semana Enviados de Trump visitarão Rússia e Ucrânia no fim de semana, diz agência Rússia anuncia fechamento de centros alemães em resposta a acusações de ataques Uma corte da Noruega determinou nesta semana o arresto do navio Professor Molchanov, uma embarcação de cruzeiro, a pedido de empresa ucraniana envolvida numa disputa judicial com Moscou. A imobilização nas ilhas de passageiros e tripulação do navio levou Moscou a acusar a Noruega de “pirataria”. “As autoridades norueguesas estão fazendo o que podem para proteger os cidadãos russos que se encontram agora em uma situação difícil em Svalbard”, disse em comunicado para a Reuters o Ministério de Relações Exteriores da Noruega, no qual afirmou estar em conformidade com as obrigações internacionais.
O vilarejo de Barentsburg, onde o navio foi arestado, é um de dois assentamentos russos em Svalbard, onde residem 392 dos 2.914 moradores do arquipélago, segundo a agência de estatísticas da Noruega.
A empresas da Rússia normalmente é concedida uma proteção quando se trata da aplicação de sanções a ativos envolvidos no transporte de mantimentos e de recursos necessários à sobrevivência nessas ilhas, acrescentou o ministério.
O navio, de 71 metros, tem uma tripulação de 32 pessoas e tranportava 52 passageiros, com biblioteca, sauna, dois restaurantes e bar, de acordo como o site Cruisemapper. A embarcação é usada tanto para atividades comerciais como para expedições científicas.
A apreensão do navio tem relação com processo movido pela empresa ucraniana do setor de energia Naftogaz, que busca compensação de US$ 4,22 bilhões da Rússia, em razão de ativos da companhia que foram tomados pelo país com a anexação da Crimeia, em 2014. A Rússia pretende apelar da decisão.
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