Após apelos, Netanyahu afirma que Israel iniciará negociações com Líbano 'o mais breve possível'

 

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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou em comunicado que Israel iniciará negociações com o Líbano 'o mais breve possível'. Segundo ele, no texto divulgado nesta quinta-feira (9), a abertura acontece após 'repetidos apelos do Líbano para a abertura das negociações'.

Netanyahu informou que fez o pedido ao gabinete nessa quarta-feira (8).

Segundo ele, as negociações 'terão como foco o desarmamento do Hezbollah e o estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano'.

O Irã afirmou anteriormente que 'continua com o dedo no gatilho' caso Israel continue atacando o Líbano, classificando a ação como uma violação do cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

Netanyahu afirma que Israel 'aprecia o apelo feito hoje pelo primeiro-ministro do Líbano para a desmilitarização de Beirute'.

Nesta quinta-feira (9), o governo libanês decidiu proibir que grupos não estatais portem armas em Beirute, após os ataques de Israel contra o Hezbollah.

'Para a segurança de seus cidadãos', o governo 'exorta o exército e as forças de segurança a estenderem imediatamente o controle estatal sobre a região de Beirute e a limitarem o porte de armas apenas às forças legais', anunciou o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam.

Trump pediu a Netanyahu para que Israel reduzisse ataques ao Líbano, diz mídia americana

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca.

BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

Em um telefonema, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que reduzisse os ataques de Israel no Líbano para ajudar a garantir o sucesso das negociações com o Irã, disse um alto funcionário do governo à rede de TV CNN e para a NBC News.

Embora o governo Trump e Israel tenham afirmado que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo, Israel concordou em 'ser um parceiro útil', disse o funcionário.

A ligação telefônica ocorreu depois que Netanyahu prometeu publicamente, na quarta-feira (8), continuar atacando o Líbano com força, disse a fonte oficial. Autoridades iranianas ameaçaram responder aos ataques e encerrar o cessar-fogo.

O governo israelense não respondeu diretamente ao veículo.

Com os ataques ao Líbano em curso, o Irã considera as negociações 'estrategicamente sem sentido e fúteis', disse uma fonte citada pela agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica, antes das conversas de paz agendadas para esta sexta-feira (9) no Paquistão.

'A questão do Líbano e um cessar-fogo naquele país são uma condição prévia firme e não negociável da República Islâmica do Irã para o início de qualquer novo processo de negociação', disse a autoridade.

Ele acrescentou que Teerã se recusou a aceitar um cessar-fogo até que os Estados Unidos, incluindo o presidente Donald Trump, reconhecessem formalmente a estrutura geral de um pacote proposto de 10 pontos.

A fonte enfatizou que altos funcionários do Irã estão em total acordo sobre o assunto, sinalizando uma posição unificada e coordenada por parte de Teerã.

Segundo a fonte, a mensagem do país é clara: a menos que a situação no Líbano seja resolvida, não haverá negociações.

Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio.

AFP