Após ameaça de resposta a ataque dos EUA, Irã afirma ser

Após ameaça de resposta a ataque dos EUA, Irã afirma ser 'pouco provável' retomada da guerra

 

Fonte: Bandeira



Após realização de declarações públicas prometendo resposta e que nenhuma violação de cessar-fogo ficaria impune, com o ataque dos Estados Unidos, o Irã recuou nesta quarta-feira (27), afirmando que a retomada da guerra é 'pouco provável'.

A afirmação foi de um responsável pelas forças navais da Guarda Revolucionária, citado pela agência Tasnim.

Segundo ele, essa avaliação se baseia na 'fraqueza do inimigo', mesmo com o Irã mantendo alerta frequente através de suas forças armadas para eventuais ataques americanos.

Em meio a isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá com seu gabinete nesta quarta-feira (27), com foco no Irã, dias após os mais recentes ataques dos EUA ao país. A reunião está marcada para às 12h, no horário de Brasília.

O presidente dos EUA tinha agendada uma rara visita a Camp David para a reunião, mas esses planos foram cancelados devido ao mau tempo. Trump já havia realizado uma reunião de gabinete, guardado por fuzileiros navais dos EUA, em setembro de 2017.

É um local seguro que oferece a possibilidade de as discussões serem realizadas longe da grande aglomeração de jornalistas que acompanha o governo.

Em junho do ano passado, Trump recebeu sua equipe de política externa para discutir o Irã e a guerra de Israel contra o Hamas. Duas semanas depois, as forças americanas atacaram três instalações nucleares iranianas.

Com a reunião de gabinete agora marcada para a Casa Branca, Trump provavelmente aproveitará a oportunidade para atualizar as informações sobre as negociações de paz.

Durante o fim de semana, ele disse que estavam discutindo os detalhes finais de um acordo, enquanto um porta-voz iraniano afirmou que haviam 'chegado a um consenso'.

Irã acusa EUA de 'violação flagrante' do cessar-fogo e promete resposta

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso.

Brendan SMIALOWSKI / AFP

O Irã prometeu que 'não deixará nenhum ato de agressão sem resposta' após o que chamou de 'violação flagrante' do cessar-fogo pelos Estados Unidos. Os EUA lançaram o que chamaram de ataques defensivos contra o Irã, em um contexto de cessar-fogo cada vez mais instável,

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirma que o exército americano 'cometeu uma violação flagrante do cessar-fogo na província de Hormozgan nas últimas 48 horas'.

'Sem dúvida alguma, a República Islâmica do Irã não deixará nenhum ato de agressão sem resposta e não hesitará minimamente em defender a soberania do Irã', afirmou o ministério.

Antes, a Guarda Revolucionária Iraniana afirmou ter o direito de responder a qualquer violação do cessar-fogo por parte dos EUA, após o governo Trump ter lançado ataques no sul do Irã nessa segunda-feira (25).

O Comando Central dos EUA classificou os ataques como 'autodefesa' e afirmou que eles visavam 'locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam instalar minas'.

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter identificado 'caças e drones americanos invasores' em um comunicado divulgado pela mídia estatal - uma aparente referência aos ataques.

Em um comunicado, o grupo também afirmou ter abatido um drone MQ-9 quando este ativou suas defesas e também alegou ter forçado outro drone e um caça americano a 'fugir'.

Acrescentou ainda:

'A Guarda Revolucionária Islâmica alertou contra qualquer violação do cessar-fogo por parte do exército agressivo dos EUA e considera legítimo e certo o seu direito a uma resposta recíproca'.

Conforme a autoridade do governo americano, os alvos incluíram locais de lançamento de mísseis e embarcações do regime iraniano que estariam instalando minas subaquáticas.

As ações foram realizadas em meio ao cessar-fogo e negociações entre Estados Unidos e Irã. A guerra começou no fim de fevereiro

Mais cedo, as autoridades iranianas haviam reportado explosões na cidade de Bandar Abbas, no litoral sul do país, onde se encontra uma importante base militar das forças aérea e naval.

Antes dos ataques, na rede social Truth Social, o presidente Donald Trump afirmou que o urânio enriquecido do Irã será entregue aos Estados Unidos.

O Pentágono afirmou que foi uma ação defensiva e que vai continuar protegendo tropas americanas durante o cessar-fogo, em vigor desde 8 de abril.

A agência oficial de notícias do Irã classificou o bombardeio ao sul do país como uma declaração formal de guerra por parte de Washington.

O líder supremo iraniano afirmou que as potências do Golfo não serão mais um "escudo" para as bases militares americanas e que os Estados Unidos não terão mais um "porto seguro" na região.

Por causa do bombardeio americano, o preço do petróleo voltou a subir. O barril do tipo Brent, referência internacional, teve um aumento de quase 7%, saltando de 98 para 104 dólares e 52 centavos.

Apesar da ofensiva, o presidente Donald Trump reiterou que as negociações de paz com o regime iraniano estão prosseguindo bem.

Mapa da área que o Irã afirma que irá controlar no Estreito de Ormuz e nas proximidades.

Reprodução/Redes Sociais