O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu parte da Colômbia em agosto deste ano ainda impacta na vida dos moradores. Há diversos desafios enfrentados pela população, sejam humanos, ou animais. O abrigo Paro Gatuno, que abriga atualmente cerca de 50 gatos e três cachorros, na cidade de Cali, uma das mais atingidas pelos forte tremor, luta para se manter em funcionamento. Araras, pítons e tigres-de-Bengala: Interpol apreende mais de 1 mil animais traficados ilegalmente na América Latina Canal de Busan: Tubarão preso em canal da Coreia do Sul faz números de turistas dispararem e vira embaixador honorário da cidade Amparo Laso Sumiga dedica boa parte dos seus dias a cuidar de animais que chegam ao abrigo após serem abandonados. Mais do que dar um lugar seguro para ficarem, é preciso prover água, alimentação, higiene, consultas veterinárias e tratamentos. Os cuidados custam, e caro. A ajuda financeira, no entanto, diminui nos últimos meses, com a cidade tendo que se reerguer do terremoto. A situação se tornou ainda mais difícil. "Às vezes, alguns trabalhos atrasam, principalmente quando chega a hora de levá-los ao veterinário e tudo mais, o aspecto financeiro fica um pouco complicado”, explicou Amparo em um vídeo no qual descreveu a situação pela qual está passando. O terremoto de magnitude 7,4 ocorreu em 10 de agosto, com epicentro próximo a San José del Palmar, em Chocó, registrado às 7h34 e teve uma profundidade de 103 quilômetros, segundo o Serviço Geológico da Colômbia. O terremoto desencadeou uma situação de emergência que concentrou a atenção e os recursos de ajuda em várias áreas afetadas. O Governo Nacional declarou estado de calamidade pública para lidar com as consequências do evento.
Em meio a esse cenário, Amparo afirma que as doações que recebia para cuidar dos animais diminuíram consideravelmente. "A situação econômica ficou muito mais difícil para mim depois do terremoto; a ajuda diminuiu significativamente", disse ela. Para quem é responsável por dezenas de animais, a redução desses recursos acarreta dificuldades, principalmente para suprir necessidades básicas. Amparo explicou que existem diferentes maneiras de colaborar com o Paro Gatuno, que vai desde doações diretas para a compra de alimentos, em estabelecimentos próximos, e por repasse de verba. Em seu perfil na rede social, ela pode ser contactada diretamente. (Com informações de El Tiempo.)
O Globo