Após 35 horas de combate, bombeiros iniciam rescaldo de incêndio que destruiu loja de motopeças em Ramos

 

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Depois de 35 horas de combate intenso às chamas, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro iniciou, na tarde desta terça-feira, a fase de rescaldo do incêndio que atingiu uma loja de peças de motocicletas no bairro de Ramos, na Zona Norte da capital.

Nesta etapa da operação, as equipes trabalham no resfriamento da estrutura do prédio para evitar que novos focos de fogo se reacendam. Segundo a corporação, cerca de 50 militares de 12 unidades seguem empenhados no local, com apoio de 18 viaturas.

O incêndio começou na manhã de segunda-feira. Os bombeiros foram acionados por volta das 6h49 para checar um prédio de quatro andares de uma loja de autopeças para motocicletas. A ocorrência mobilizou uma grande operação e gerou uma coluna de fumaça preta visível de diversos pontos da cidade, chamando a atenção de moradores e motoristas que passavam pela região.

Durante todo o combate, os bombeiros utilizaram drones equipados com câmera térmica para monitorar os pontos de calor e orientar a estratégia das equipes em solo.

O subcomandante-geral da corporação, Luciano Sarmento, já havia explicado que o trabalho das equipes foi dificultado após o colapso estrutural da edificação, que impediu o acesso imediato ao interior do prédio em chamas.

Por causa da grande quantidade de material inflamável armazenado no imóvel — como pneus, plásticos e derivados de petróleo — as chamas se espalharam rapidamente. Segundo relatos de funcionários, o incêndio teria começado no quarto andar do prédio, onde ficava armazenada uma carga de pneus.

Diante do risco de propagação para construções geminadas, os bombeiros montaram uma estratégia de cercamento do fogo, posicionando equipes em pelo menos três frentes para impedir que as chamas alcançassem casas e comércios vizinhos.

Apesar da dimensão do incêndio, ninguém ficou ferido. Moradores foram retirados de imóveis próximos e animais de estimação chegaram a ser resgatados durante a operação.

A estrutura do prédio ficou completamente comprometida e deverá passar por avaliação da Defesa Civil do Rio de Janeiro, que também irá verificar possíveis danos em imóveis vizinhos.