Trabalhadores e ex-funcionários da Canguru Embalagens, em Criciúma, no Sul de SC, começaram a receber a primeira parcela do acordo judicial de mais de R$ 62 milhões Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Após cerca de 23 anos de espera, os trabalhadores e ex-funcionários da Canguru Embalagens, empresa de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, receberam os valores referentes à primeira parcela de um acordo judicial de mais de R$ 62 milhões. Os pagamentos são resultado de uma ação coletiva, movida pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, que cobra o pagamento de periculosidade e beneficia 701 trabalhadores e ex-funcionários da empresa.
A ação foi ajuizada pelo sindicato em 2003 para cobrar o pagamento do adicional de periculosidade que, segundo a entidade, não teria sido pago aos trabalhadores da empresa. O valor total discutido no processo chegou a aproximadamente R$ 107 milhões.
No entanto, o acordo aprovado prevê um deságio de cerca de 40%, resultando em aproximadamente R$ 62 milhões destinados aos trabalhadores. Do total de 701 trabalhadores beneficiados, somente 503 se habilitaram para receber.
A primeira parcela do acordo judicial é estimada em R$ 1,8 milhão e está sendo destinada a 478 beneficiários. Os demais são herdeiros de 19 trabalhadores mortos e seis estão fora do Brasil.
O atendimento aos trabalhadores beneficiados ocorre na sede do sindicato. Trabalhadores já estiveram no local na quarta-feira (4) e os atendimentos seguem na quinta-feira (5), das 9h às 17h, e na sexta-feira (6), das 9h às 16h, sem fechar no horário de almoço.
O presidente do sindicato, Carlos de Cordes, mais conhecido como Dé, afirmou que o momento do pagamento da primeira parcela é significativo e retrata uma longa trajetória judicial. “Para muitos dos beneficiários, o recebimento dos valores representa não apenas uma compensação financeira, mas também o reconhecimento de um direito reivindicado há mais de duas décadas”, disse.
Já José João Teixeira, que trabalhou 18 anos na Canguru, conta que procurou controlar a ansiedade e manter a esperança de receber o direito conquistado. Chegou a pensar que, na pior das hipóteses, o benefício ficaria para a família.
Agora com o recebimento do dinheiro, pretende ajudar os filhos e viajar. Marcelo Macieski é repórter do portal ND Mais na redação de Criciúma, de onde escreve matérias sobre cotidiano, segurança pública, turismo e política que envolvem as cidades do Sul de Santa Catarina.
Cobre os principais assuntos de Criciúma, Tubarão, Araranguá, Laguna e outros municípios, levando para o ND Mais conteúdos relevantes sobre a realidade local. Formado pelo Centro Universitário UniSatc, atua no jornalismo desde 2023 e tem experiência em comunicação institucional, o que amplia sua visão estratégica sobre conteúdo digital e relacionamento com diferentes públicos.
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