Apoio consultivo impulsiona salto de escala e eficiência de PMEs

 

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Para muitas pequenas e médias empresas (PMEs), o maior desafio não é permanecerem ativas, mas tornarem--se mais estruturadas, resilientes e escaláveis de forma sustentável. A segunda edição da série Histórias que Inspiram, criada pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios em parceria com o Itaú Empresas, parte justamente deste momento: mostrar o ponto de virada de empresas que conquistaram um espaço respeitado no mercado.

Nessas jornadas, o Itaú Empresas, unidade do banco especializada em pequenos e médios negócios, atuou como parceiro estratégico, oferecendo consultoria especializada e as soluções mais adequadas para cada necessidade, aplicando inteligência de dados, ofertando crédito e ajudando a superar gargalos de capital e a preparar os negócios para novos mercados. Os resultados foram unânimes: aumento do faturamento e da competitividade.

“Estruturamos um modelo que atende desde às demandas operacionais até às mais estratégicas. Com essa visão, garantimos que cada cliente PJ receba a solução adequada ao perfil e momento de sua empresa, estando presente em todo o seu ciclo de vida e atuando como parceiro fundamental em um mercado dinâmico e competitivo”, afirma Cadu Peyser, diretor de estratégias para PMEs do Itaú Unibanco.

O projeto Histórias que Inspiram dialoga com dados de um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) que comprova o impacto do acesso a crédito orientado e suporte especializado na capacidade de crescimento das companhias.

A pesquisa mostra que, se todas as PMEs fossem atendidas pelo modelo consultivo oferecido pelo Itaú Empresas, a taxa de sobrevivência subiria para 55% — hoje, essa expectativa nacional é de 40% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) —, com crescimento consistente e 25% a mais de chances de diversificação. Outro fator abordado é a internacionalização: clientes Itaú Empresas têm maior probabilidade de se tornar exportadores (70%) e importadores (50%), em comparação com os que não são — os principais dados estão no infográfico abaixo.

“Sabemos que o sistema financeiro pode e deve ser parte da solução para os desafios do empreendedorismo no Brasil, com potencial de mudar o destino de negócios promissores que, sem apoio, poderiam fracassar. Temos um papel como agente de desenvolvimento econômico e social, e os resultados do estudo demonstram como gerar valor tangível para as PMEs e para o país”, diz Peyser.

LILIANA CHERFEN, CEO E PRESIDENTE DA SINCRON

Marcelo Pereira

Ela inovou em soluções de chamada de enfermagem e fez a empresa crescer 700%

Em 2005, Liliana Cherfen decidiu adquirir uma companhia de soluções de chamadas de enfermagem que precisava de uma nova gestão. O fôlego para reerguer a Sincron veio da visão inovadora da empreendedora, que buscou fora do país referências além das tradicionais campainhas.

Baseadas em tecnologia, as soluções vão de gestão de leito, com dados de análise de performance de equipes, a aplicativos de facilities que tiram a operação de hotelaria da enfermagem, liberando os profissionais para cuidar do paciente.

Com desenvolvimento de equipamentos e fabricação própria, a empresa vem registrando crescimento médio anual acima de 20%, com aumento de 700% em faturamento desde o seu primeiro ano.

Agora, a Sincron está de mudança para um prédio próprio. “Para dar esse passo tão importante, contei com o Itaú Empresas, que é meu banco desde o primeiro dia. Sem esse apoio, eu não teria a segurança para seguir”, diz.

HENRIQUE VIEIRA, FUNDADOR E CEO DA SEGMEDIC

Marco Sobral

De R$ 48 mil a R$ 70 milhões: consultório virou rede de clínicas ambulatoriais

A compra de um consultório de medicina ocupacional que faturava menos de R$ 5 mil por mês foi a aposta ousada de Henrique Vieira, que começou a operação sozinho, vendendo o serviço corporativo de porta em porta. O passo seguinte foi a oferta de assistência médica aos colaboradores das empresas clientes.

Com essa nova vertical, o empreendedor conseguiu investir em estrutura, pessoas, equipamentos de ponta e uma hospitalidade de primeira linha, alavancando a SegMedic. Hoje, o negócio fatura R$ 70 milhões por ano, tem 11 sedes, 380 colaboradores diretos, 405 médicos prestadores de serviço 25 especialidades e realiza 3 mil consultas e 4,5 mil exames por dia, em parceria com o Fleury para análises clínicas.

Para se tornar a maior rede de clínicas ambulatoriais do Rio de Janeiro, Vieira diz que contou com o apoio do Itaú Empresas desde o início. O negócio recebe o suporte do banco em serviços como folha de pagamento de colaboradores, recorrência de cartão de crédito, recebimentos via Laranjinha do Itaú e também no atendimento especializado da equipe de profissionais

FERNANDA DUBAL E TATIANA AZZI, FUNDADORAS DA ADÔ ATELIER

Lucas Bordião

Do online para o físico, Adô Atelier comprova força da estratégia digital first

O e-commerce nasceu em 2010, dois anos depois de as designers mineiras Fernanda Dubal e Tatiana Azzi se unirem para colocar em prática o projeto de desenvolver bolsas de couro autorais. Consolidando-se no mercado digital incipiente, as sócias criaram uma comunidade de marca com clientela fiel. Entretanto, com o passar do tempo, entenderam que os consumidores sentiam necessidade de contato físico com os produtos.

Por isso, em 2016, com a consultoria e o aporte do Itaú Empresas, abriram a primeira loja física da Adô Atelier, em Belo Horizonte. O sucesso foi tão grande que logo inauguraram a segunda unidade, em São Paulo. “O ponto de venda físico é muito importante para entendermos o comportamento e as demandas dos clientes. O feedback é imediato, conseguimos compreender os gostos, sanar as dúvidas e direcionar a produção”, comenta Tatiana.

Hoje, o e-commerce responde por mais de 50% do faturamento, apontando o equilíbrio entre venda física e digital, e a marca conquistou uma comunidade de clientes fiéis.

ADRIANO BUZAID, FUNDADOR E CEO DA GOHOBBY

Marcelo Pereira

De um hobby, ele criou uma empresa de drones que deve faturar R$ 200 milhões em 2026

Mirando a entrada no mercado de aviões e helicópteros de controle remoto, Adriano Buzaid acertou em cheio no crescente segmento de drones, em 2011. Com baixíssimo investimento próprio, ele criou a Gohobby e apresentou um plano de negócios bem-estruturado ao Itaú Empresas, que apostou na ideia, aprovando o crédito para a importação dos primeiros 720 equipamentos.

“O Itaú sempre acreditou no negócio. Imagina que, 15 anos atrás, eu falava para o gerente sobre drones, sem ter garantias, e ele embarcava comigo, trazendo opções de linhas de crédito. Isso porque o banco tem essa visão de construir um futuro mais inovador”, diz.

A empresa, que começou com faturamento de R$ 300 mil, já chega aos R$ 200 milhões. Investindo em diversificação, Buzaid passou a oferecer produtos para outros segmentos, e em fabricação própria de drones e sistemas antidrones. Agora, a Gohobby calcula os próximos passos com robôs humanoides e veículos aéreos não tripulados elétricos.

OTTO GUARNIERI, SÓCIO-FUNDADOR DA MAIS MU COM ANTONIO NETO

Marcelo Pereira

Vendendo sabor e saúde, Mais Mu bate R$ 100 milhões com suplementos e snacks

Quebrando o preconceito que havia em relação aos suplementos alimentares, em 2013, Otto Guarnieri e o colega de faculdade Antonio Neto criaram a Mais Mu. Com investimento inicial de R$ 60 mil, comercializavam proteína em pó em garrafinha na universidade.

Os diferenciais que atraíram os consumidores e fizeram o negócio girar foram indulgência e praticidade. De 2016 a 2021, a Mais Mu vivenciou crescimento anual de 75%, sendo que, em 2017, já havia faturado seu primeiro milhão — um ano antes de nascerem os primeiros snacks proteicos.

Em 2019, a empresa levantou fundos via equity crowdfunding, captando R$ 4 milhões. Nessa fase, Guarnieri ressalta a parceria com o Itaú Empresas agilizando os trâmites de câmbio. Em 2023, atraiu a Btomorrow Ventures (BTV) e o faturamento bateu R$ 50 milhões. O negócio foi listado na BEE4. “Hoje, Itaú Private é uma das duas corretoras que negociam nossas ações”, diz. Em 2025, houve o segundo aporte da BTV, avaliando a Mais Mu em R$ 180 milhões.


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