Aplicativo do FGTS tem fila de espera para autorizar banco a usar saldo da conta na negociação do Desenrola Brasil

Aplicativo do FGTS tem fila de espera para autorizar banco a usar saldo da conta na negociação do Desenrola Brasil

 

Fonte: Bandeira



O governo federal liberou, a partir desta segunda-feira (dia 25), o uso de parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores na renegociação de dívidas do novo Desenrola Brasil. O interessado pode autorizar o banco — via aplicativo — a utilizar 20% do saldo disponível na conta vinculada ou até R$ 1 mil (o que for maior) para quitar ou amortizar dívidas em atraso. Mas o grande volume de acessos ao App FGTS está gerando fila de espera virtual para a consulta das informações.

Na manhã desta segunda-feira, o EXTRA fez duas tentativas de acessar o aplicativo. Na primeira delas, a fila de espera era de 5 minutos. Na segunda, de 7 minutos. Ao final do tempo estimado, o aplicativo precisou ser atualizado, mas a consulta pôde ser concluída.

A fila de espera virtual para acessar o aplicativo do FGTS

Reprodução

Como proceder

Primeiramente, o interessado deve consultará seu saldo de FGTS para então autorizar a instituição financeira à qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação.

Deve também entrar em contato com o canal oficial do banco e verificar a oferta para o pagamento da dívida com desconto, informando sua intenção de usar o FGTS como parte do pagamento.

O banco, então, entrará em contato com a Caixa Econômica Federal, a quem cabe gerir os recursos do FGTS.

Após a consulta do saldo, a instituição terá um prazo estimado de até 30 dias para formalizar o contrato e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.

Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora.

Para usar o FGTS no Desenrola, é preciso:

Ter saldo disponível na conta do Fundo de Garantia;

Ter renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105);

Possuir dívidas vencidas elegíveis no cartão de crédito, cheque especial e/ou empréstimos.

Trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário, que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025, que tenham dívidas bancárias e que queiram usar o FGTS para pagar dívidas poderão fazê-lo. Mas o saque-aniversário ficará suspenso até que o valor de FGTS usado seja recomposto.

Por exemplo: se um trabalhador tem um saldo de R$ 10 mil e usar R$ 1 mil no pagamento de dívida, ele só poderá voltar ao saque-aniversário quando seu saldo no FGTS voltar aos R$ 10 mil iniciais.

Limite de dotação

Além disso, quem quiser usar o FGTS deve pedir logo esta modalidade. Isso porque o limite autorizado pelo governo para que recursos do Fundo sejam destinados a essa finalidade é de R$ 8,2 bilhões.

Este teto foi definido para assegurar a sustentabilidade das contas do FGTS e, se for alcançado, os interessados que fizerem a solicitação após este patamar ser alcançado não serão atendidos.