A proibição das apostas esportivas e dos cassinos on-line no Brasil não impediu que alguns apostadores continuassem jogando pela internet. Em Goiás, pessoas ouvidas pelo Jornal Opção afirmam que mantiveram o acesso a plataformas estrangeiras após a medida anunciada em setembro e que conseguem realizar depósitos e saques normalmente.
Um dos entrevistados relatou que utiliza sites de origem russa e sueca. Outro, que também compartilha links de cadastro com conhecidos e seguidores, citou plataformas que descreveu como japonesas, chinesas e latino-americanas.
Ambos afirmaram que continuaram apostando mesmo após a restrição. Os relatos contrastam com os testes de acesso realizados pela reportagem, que indicaram a indisponibilidade das principais casas de apostas autorizadas no país.
Sites conhecidos passaram a exibir mensagens de serviço indisponível ou a redirecionar usuários para páginas oficiais de bloqueio. O cenário sugere que a retirada das plataformas regulamentadas não encerrou necessariamente a atividade entre os apostadores.
Parte deles afirma ter migrado para serviços estrangeiros, acessados por meio de contatos pessoais e comunidades dedicadas ao tema. Um dos entrevistados, que preferiu não se identificar, afirmou que continuou apostando após a medida anunciada.
Segundo ele, o acesso a plataformas estrangeiras ocorreu por meio de links compartilhados em comunidades de apostadores e por contatos estabelecidos nesse meio. “Consegui apostar.
Usei algumas plataformas de origem russa, algumas plataformas de origem sueca. Depositava, apostava, às vezes tinha alguma demora para o saque, mas caía normalmente”, relatou.
O apostador disse que não precisou utilizar VPN nem recorrer a endereços de outros países para acessar os serviços. Uma VPN (sigla em inglês para Virtual Private Network, ou Rede Privada Virtual) é uma tecnologia que cria uma conexão segura, criptografada e privada entre o seu dispositivo (computador, celular ou tablet) e a internet.
Ela estabelece um canal protegido (“túnel”) onde todos os dados enviados e recebidos são codificados em tempo real. Se alguém tentar interceptar essa transmissão, verá apenas códigos embaralhados e ilegíveis.
O seu endereço IP real (número que identifica a sua localização e conexão) é ocultado e substituído pelo IP de um servidor remoto fornecido pela VPN. Para os sites que você visita, parece que você está acessando a internet de outro local ou país.
De acordo com ele, os links circulam entre pessoas que acompanham o mercado e mantêm contato frequente com outros jogadores. “Quem realmente aposta todo dia consegue passar alguns links”, afirmou.
O entrevistado também relatou que comunidades de apostadores continuam ativas. Embora acompanhe grupos com participantes de diferentes estados, disse conhecer poucos influneciadores de Goiás, conhecidos como tipsters, que permaneceram na atividade, estimando que sejam duas ou três.
O relato indica que o bloqueio de determinados endereços não impediu todos os usuários de manter contato com serviços de apostas. Imagem gerada por inteligência artificial
Usuário compartilha links e recebe bônus por novos cadastros Outro entrevistado, que também pediu para não ser identificado, falou à reportagem como apostador e também como alguém que compartilha links de cadastro.
Ele afirmou que continua utilizando plataformas estrangeiras e que a proibição não alterou sua rotina. “Consigo depositar e sacar normalmente, não mudou nada, não alterou nada”, disse.
O entrevistado citou os nomes 45X, 8888F e 1win, além de outras plataformas que descreveu como japonesas, chinesas, argentinas, chilenas e paraguaias. Segundo ele, esses serviços continuaram funcionando após a medida anunciada no Brasil.
Plataforma da 45x.com acessada pela reportagem de um aparelho do Brasil | Foto: Reprodução Vale destacar que todas essas casas citadas já não eram regulamentadas quando as apostas eram permitidas no país.
O apostador afirmou que já conhecia as plataformas antes da proibição e que continuou acessando os serviços depois da medida. Também disse que não recebeu informações dessas empresas sobre mudanças relacionadas à restrição brasileira.
Plataforma da 888f.com acessada pela reportagem de um aparelho do Brasil | Foto: Reprodução Além de jogar, ele compartilha links pessoais de cadastro.
Segundo o entrevistado, quando outra pessoa se registra por meio de sua indicação, ele recebe bônus que podem gerar ganhos. “Cada um que cadastra o meu link, eu ganho uns bônus.
E, através desses bônus, eu consigo, às vezes, fazer bastante dinheiro com eles”, relatou. Ele negou realizar divulgação frequente em publicações abertas nas redes sociais, mas admitiu compartilhar links com pessoas próximas e divulgar os próprios ganhos para estimular cadastros.
Também afirmou que amigos e seguidores continuam apostando. Plataforma da 1win.com acessada pela reportagem de um aparelho do Brasil.
É possível perceber até um anúncio com referência ao Brasil na home | Foto: Reprodução Grupos de tipsters
Registros de canais do Telegram consultados pela reportagem indicam que a movimentação em torno das apostas continuou mesmo após a entrada em vigor da proibição. Publicações feitas em outubro mostram tipsters, que são pessoas que divulgam análises e sugestões de apostas, compartilhando palpites para partidas de basquete e futebol americano, além de links para grupos e conteúdos relacionados a apostas esportivas.
Em uma das mensagens, publicada após a entrada em vigor da medida, um administrador afirma que as apostas regulamentadas no Brasil estavam fora do ar, mas apresenta sugestões hipotéticas para jogos da NBA. Em outros registros, administradores divulgam links de acesso a grupos paralelos e mensagens sobre saques realizados por eles próprios e por clientes.
Já em outras publicações, um tipster apresenta palpites para partidas da NBA, a liga de basquetebol dos EUA, com indicações de mercados específicos, cotações e justificativas baseadas no desempenho dos jogadores. O responsável pelo canal, porém, adota uma ressalva ao apresentar as recomendações.
Em uma das mensagens, afirma que faria determinada aposta caso as apostas fossem permitidas no Brasil. Em outra, escreve que, como a atividade não está liberada, o conteúdo fica restrito a um “exercício mental”.
A estratégia permite que o tipster continue publicando análises detalhadas, indicando quais apostas considera interessantes e explicando os motivos de suas escolhas, enquanto apresenta as recomendações como hipóteses, e não como apostas que afirma ter realizado. Prints revelam grupos de Telegram de tipsters | Foto: Reprodução
Sites autorizados foram retirados do ar Os relatos dos apostadores contrastam com os resultados dos testes realizados pela reportagem nesta semana.
A Betnacional, por exemplo, redirecionou o acesso ao endereço betnacional.bet.br para o portal oficial Brasil sem Bets, que exibe uma mensagem de acesso bloqueado. O mesmo comportamento foi observado no domínio tiger.bet.br, associado ao jogo conhecido como Tigrinho.
A Betano apresentou mensagem de serviço indisponível, enquanto outros endereços de apostas tiveram falhas de acesso ou não responderam normalmente. Também foram identificadas restrições nos aplicativos consultados nas lojas digitais.
No período analisado, não foi possível realizar apostas normalmente nas plataformas verificadas. Os resultados indicam que as principais marcas testadas deixaram de oferecer acesso regular aos serviços.
O mesmo vale para a bet365. Entretanto, os testes não abrangeram todos os sites disponíveis na internet e não permitem afirmar que todas as plataformas estrangeiras ou clandestinas estejam bloqueadas ou ativas.
A restrição foi anunciada por meio da Medida Provisória nº 1.394/2026, assinada no dia 25 de setembro. O cronograma estabeleceu o fim dos novos depósitos até 5 de outubro e a retirada do ar dos sites e aplicativos autorizados a partir do dia 6.
O prazo para que os usuários retirassem voluntariamente os saldos de suas contas também terminou dia 5 de outubro. Segundo informações atribuídas a autoridades federais no levantamento, das 188 plataformas autorizadas, apenas uma permanecia acessível no dia seguinte, quando já havia sido solicitado seu bloqueio, que foi realizado.
A medida também previu procedimentos para a devolução de valores remanescentes nas contas dos apostadores, com envio de informações pelas operadoras às instituições financeiras e posterior transferência dos recursos aos clientes. A fiscalização não se limitou às empresas autorizadas.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério da Fazenda também mobilizaram órgãos federais para combater sites considerados irregulares e remover conteúdos promocionais. Dados reunidos na apuração indicam que, até 29 de setembro, 5.209 domínios de apostas ilegais haviam sido sinalizados para derrubada.
Desse total, 2.387 já tinham sido bloqueados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Até 6 de outubro, a agência havia recebido 13.241 solicitações de bloqueio de sites clandestinos, segundo o levantamento.
A atuação também alcançou as redes sociais. O CiberLab, estrutura vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), identificou páginas e perfis utilizados para divulgar apostas irregulares.
Plataformas digitais foram notificadas para retirar conteúdos, anúncios e links promocionais. Aplicativos de apostas também entraram no radar das autoridades.
A apuração aponta que 186 aplicativos foram notificados para remoção das lojas digitais até 6 de outubro. Todos os sites consultados pela reportagem, que eram regulamentados no Brasil, aparecem essa mensagem | Foto: Reprodução
Divulgação por influenciadores já foi alvo de investigações A circulação de links e a atuação de pessoas que ajudam a atrair novos usuários também levantam questionamentos sobre a divulgação de apostas após a proibição.
Em Goiás, investigações anteriores já haviam identificado pessoas ligadas a esquemas envolvendo jogos on-line. Em maio de 2026, a Operação Tigrinho apurou a atuação de indivíduos que exerceriam a função de gerentes de um esquema de apostas fraudulentas, com referências a investigados de Senador Canedo e Guapó.
Apesar disso, o depoimento do segundo apostador acima, ao Jornal Opção, mostra que links de cadastro podem continuar circulando por meio de contatos pessoais e comunidades. O entrevistado afirmou que costuma compartilhar os próprios ganhos e enviar links para que outras pessoas se cadastrem.
Segundo ele, os bônus recebidos pelas indicações podem resultar em ganhos financeiros. Procurado pela reportagem, o Ministério Público de Goiás (MPGO) informou que não possui estatísticas específicas sobre a demanda relacionada às apostas on-line.
O órgão esclareceu que a atribuição para apurar eventuais irregularidades depende das circunstâncias de cada caso. Segundo o MPGO, um site pode ter caráter transnacional e envolver crimes contra o sistema financeiro, situação que pode exigir atuação federal.
O Ministério Público orientou que eventuais irregularidades sejam denunciadas por meio de seu canal oficial. [Confira a nota na íntegra ao final da reportagem]
A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) informou ao Jornal Opção que mais de 25 mil sites ilegais foram encaminhados para bloqueio desde o início de outubro de 2026. Considerando todo o período de atuação da Secretaria, o número ultrapassa 100 mil endereços eletrônicos (URLs).
Os dados abrangem todo o território nacional. Segundo a pasta, a identificação de plataformas ilegais é realizada continuamente, por meio de um laboratório virtual e do trabalho da equipe técnica responsável pelo monitoramento do setor.
Além de solicitar o bloqueio dos endereços, a Secretaria afirmou que identifica os meios de pagamento aceitos pelas plataformas clandestinas e determina o bloqueio das contas financeiras utilizadas nas operações. A SPA/MF informou que continuará atuando no enfrentamento ao mercado ilegal, com foco na identificação e no bloqueio de sites clandestinos.
A Secretaria também esclareceu que a fiscalização é dividida entre órgãos federais. Enquanto a SPA/MF atua sobre os sites de apostas de quota fixa, conhecidos como bets, a fiscalização de redes sociais e aplicativos disponibilizados em lojas virtuais é de responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
[Nota na íntegra abaixo] Cidadãos que identificarem possíveis irregularidades na oferta de apostas podem registrar denúncias anônimas pela plataforma Fala.BR.
O Jornal Opção entrou em contato com o MJSP, que informou que solicitou, entre 1º e 22 de outubro, medidas contra 806 grupos e canais do Telegram relacionados a apostas ilegais. Segundo a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), ligada ao MJSP, esses espaços somavam 22.178.024 usuários.
O ministério afirmou que acompanha informações públicas do ambiente digital, incluindo grupos e canais abertos da plataforma. No mesmo período, encaminhou para bloqueio ou remoção um total de 25.528 sites, páginas, perfis e grupos relacionados à oferta irregular de apostas.
Segundo o órgão, esses espaços reuniam 24.039.260 usuários, membros e seguidores. A maior parte dos registros correspondia a sites: foram 24.341 endereços encaminhados para bloqueio.
Os outros registros incluíam grupos e canais do Telegram, além de páginas e perfis em plataformas digitais. O MJSP também informou que notificou Google, Meta, YouTube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord para retirar publicidade de apostas.
As lojas de aplicativos da Apple e do Google receberam notificações para remover 186 aplicativos. Os números apresentados pelo ministério se referem ao período de 1º a 22 de outubro e têm abrangência nacional.
Sobre a divulgação de palpites acompanhados de ressalvas como “se eu fosse apostar” ou “caso as apostas fossem permitidas no Brasil”, o MJSP diz que a avaliação considera o conteúdo publicado e seu efeito, e não apenas a forma de apresentação ou a existência de remuneração. O ministério citou o artigo 16, parágrafo 1º, da Medida Provisória nº 1.394/2026, segundo o qual a vedação à publicidade abrange conteúdos que ofertem, promovam, divulguem ou facilitem o acesso a apostas de quota fixa direcionadas ao público brasileiro.
A pasta acrescentou que, conforme o artigo 18 da medida, a infração configura publicidade abusiva nos termos do Código de Defesa do Consumidor, sem prejuízo de eventuais responsabilidades civil e penal. De acordo com o MJSP, a MP estabelece obrigações para provedores de aplicações de internet, lojas de aplicativos e sistemas operacionais.
O ministério citou o dever de prevenir e impedir a circulação de conteúdos que promovam ou facilitem o acesso a apostas, além da possibilidade de notificar provedores para indisponibilizar publicações que violem a norma. A pasta também informou que o descumprimento das obrigações pode resultar em sanções que vão de advertência a multa de até 10% do faturamento do grupo econômico no país, limitada a R$ 50 milhões por infração, conforme as condições previstas na medida provisória.
A norma também prevê compartilhamento de informações entre a Polícia Federal, a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para a identificação dos responsáveis, nos termos do artigo 25. O MJSP informou ainda que atua em conjunto com a SPA/MF.
Os dois ministérios podem solicitar o bloqueio de sites de apostas, enquanto a Anatel recebe as determinações e as encaminha às prestadoras de conexão à internet. O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) recebe as ordens relativas a domínios com a extensão “.br”.
Já as plataformas digitais são notificadas diretamente pelo MJSP, conforme os dispositivos citados pelo ministério. Imagem gerada por inteligência artificial
Anatel encaminhou ordens para bloquear quase 30 mil domínios de apostas A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebeu e encaminhou às operadoras de internet 21 determinações administrativas para bloquear sites relacionados às apostas ilegais no Brasil.
As ordens, expedidas entre 25 de setembro e 19 de outubro, abrangem 29.968 domínios únicos, segundo dados fornecidos pela agência ao Jornal Opção. Do total, 17 determinações partiram da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), abrangendo 27.227 domínios.
Outras quatro foram encaminhadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com 2.741 endereços. Os números correspondem às determinações recebidas e encaminhadas às prestadoras de serviços de telecomunicações.
A Anatel não informou quantos desses domínios tiveram o bloqueio efetivamente implementado. A agência explicou que sua função é receber as determinações dos órgãos responsáveis pela fiscalização das apostas e distribuí-las às operadoras que fornecem conexão à internet.
Cabe à SPA/MF e ao MJSP identificar as plataformas e decidir quais endereços devem ser bloqueados. A Anatel informou que as determinações possuem abrangência nacional e são encaminhadas às prestadoras sem divisão por estado.
Por isso, não há dados consolidados que permitam identificar quantos bloqueios foram efetivamente executados em Goiás. O procedimento começa com a identificação dos sites pelos órgãos de fiscalização.
Depois de receber a determinação, a agência encaminha a ordem às prestadoras responsáveis pela conexão à internet. O prazo de implementação depende das condições estabelecidas em cada determinação e das características técnicas necessárias.
Segundo a Anatel, a Medida Provisória nº 1.394/2026 não estabelece um prazo geral e uniforme para o cumprimento de todas as ordens de bloqueio. A agência também esclareceu que os bloqueios atingem os domínios e endereços eletrônicos especificados nas determinações.
Quando uma plataforma passa a utilizar outro domínio, subdomínio ou endereço, o novo endereço precisa ser identificado pelos órgãos competentes e incluído em uma nova determinação ou atualização da lista de bloqueio. Por isso, o combate às plataformas clandestinas depende de monitoramento contínuo.
A Anatel não identifica nem seleciona diretamente os sites que devem ser bloqueados. Essa atribuição cabe aos órgãos responsáveis pela fiscalização das apostas.
A agência orientou que denúncias de sites que continuem acessíveis sejam encaminhadas à SPA/MF ou ao MJSP, responsáveis por avaliar as informações e decidir sobre eventuais novas medidas. Imagem gerada por inteligência artificial
Nota do MPGO “Não há estatística específica.
As atribuições cabíveis aos ministérios públicos estaduais ou ao Ministério Público Federal dependem da circunstância de cada caso. Um site, por exemplo, tem característica transnacional, incorrendo em crime contra sistema financeiro, uma atribuição federal.
Ao MPGO, eventuais irregularidades podem ser denunciadas por meio do seguinte link: Imagem gerada por inteligência artificial
Nota da SPA/MF “A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) é responsável pela fiscalização dos sites de apostas de quota fixa, conhecidos como bets.
A identificação de plataformas ilegais é realizada de forma contínua, por meio de um laboratório virtual e do trabalho da equipe técnica da Secretaria. Desde o início de outubro de 2026, mais de 25 mil sites ilegais foram encaminhados para bloqueio pela SPA.
Considerando todo o período de atuação da Secretaria, esse número já ultrapassa 100 mil endereços eletrônicos (URLs). Os dados são de abrangência nacional.
Cidadãos que identificarem possíveis irregularidades relacionadas à oferta de apostas podem registrar denúncias por meio da plataforma Fala.BR, disponível em gov.br/falabr. Em paralelo, a Secretaria identifica os meios de pagamento aceitos por esses sites e determina o bloqueio das contas financeiras usadas na operação.
A SPA continuará atuando no enfrentamento ao mercado ilegal, com foco na identificação e no bloqueio de sites clandestinos. A Medida Provisória nº 1.394/2026 estabelece competências específicas para a fiscalização, no caso das redes sociais e dos aplicativos disponibilizados em lojas virtuais, a fiscalização é de responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).“
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