Os presidentes de direita e extrema-direita da América do Sul, todos aliados ao presidente americano, Donald Trump, reconheceram a reeleição de Lula, do PT. Até agora, de todos os países da região, apenas a Argentina, comandada por Javier Milei, ainda não se pronunciou.
O caso mais recente foi de um dos maiores críticos de Lula no continente, o presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, de extrema-direita. Ele afirmou que a 'vontade das urnas é sagrada' nas eleições brasileiras e parabenizou Lula pela vitória no segundo turno contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Ele escreveu que na campanha presidencial colombiana, Lula apoiou seu adversário. E nessa, Espriella conta que apoiou Bolsonaro.
Mas, 'nem Lula decide pelos colombianos nem eu decido pelos brasileiros. Decide o povo'.
'E quando o povo se pronuncia nas urnas, sua vontade é respeitada porque é sagrada. É nisso que consiste a democracia!', declarou.
Abelardo ainda escreveu que os dois tem profundas diferenças políticas e ideológicas, mas 'coincidimos em algo fundamental: Brasil e Colômbia se precisam mutuamente'. Líderes de direita e extrema-direita da América Latina publicaram nas redes sociais parabenizando ou até mesmo ligaram para o presidente reeleito do Brasil, Lula (PT), nesse domingo (25) e segunda-feira (26).
Entre esses, a grande maioria são aliados do governo dos Estados Unidos. Um dos casos foi do presidente do Chile, José Antônio Kast, que afirmou ter ligado para Lula para o parabenizar.
Já Rodrigo Paz, presidente da Bolívia, destacou que foi uma 'vitória democrática' e que os países são 'vizinhos e irmãos'. A presidente do Peru, Keiko Fujimori, foi mais uma a parabenizar, ainda dando 'saudações ao povo brasileiro por esta jornada democrática'.
Santiago Peña, do Paraguai, também afirmou que foi uma 'grande jornada democrática' e que os países 'compartilham uma agenda comum de integração e desenvolvimento'. O presidente do Panamá, José Molino, também saudou a vitória.
Mais à esquerda, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, destacou a democracia brasileira. O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, telefonou para Lula.
Na América do Sul, apenas o presidente da Argentina, Javier Milei, não se pronunciou. A reeleição de Lula também recebeu manifestações de líderes da América do Norte e da Ásia.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, defendeu o fortalecimento das relações comerciais e da proteção ambiental. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, parabenizou o presidente brasileiro e manifestou interesse em ampliar a parceria estratégica entre os dois países.
Na França, o presidente Emmanuel Macron defendeu o fortalecimento da parceria estratégica entre os países, em nome de um mundo mais justo. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, comemorou a vitória e afirmou que o avanço do progressismo global está apenas começando.
O presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comemoram a reeleição durante celebração do resultado do segundo turno das eleições de 2026, na avenida Paulista em São Paulo. Leco Viana/Thenews2/Agência O Globo
Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que a democracia e o multilateralismo venceram no Brasil. Ela também defendeu o livre comércio, a cooperação climática e uma ordem internacional baseada em regras.
Até agora, o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, não se pronunciou. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro disse que Donald Trump não reconheceria a eleição se o vencedor não fosse Flávio Bolsonaro.
Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula, em encontro na Malásia Ricardo Stuckert / PR
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