Apenas 40 dos 128 estabelecimentos de Crans-Montana passaram por inspeção em 2025, diz prefeito
As autoridades locais de Crans-Montana admitiram e lamentaram, nesta terça-feira (6), a existência de uma falha nas inspeções periódicas de segurança e de incêndio do bar Le Constellation, destruído pelo fogo na noite de Ano Novo, na Suíça. A tragédia deixou 40 mortos e 116 feridos.
As inspeções periódicas não foram realizadas entre 2020 e 2025, segundo o detalhamento divulgado em uma conferência de imprensa para a atualização sobre a tragédia.
Nicolas Feraud, que ocupa o cargo equivalente a prefeito da comuna de Crans-Montana, afirmou que a prefeitura assumirá a responsabilidade que for determinada pela Justiça e disse confiar integralmente nas investigações em curso. Ele reconheceu ainda a falta de recursos para verificar a conformidade dos 128 estabelecimentos públicos do município, destacando que apenas 40 foram inspecionados em 2025.
Os relatórios anteriores realizados no bar Le Constellation, nos anos de 2016, 2018 e 2019, haviam exigido ajustes para adequação às normas de prevenção contra incêndios, mas não apontaram problemas relacionados às instalações elétricas.
Esses documentos também estabeleciam a capacidade máxima do local em 200 pessoas, sendo 100 no térreo e 100 no subsolo. Inicialmente, havia sido divulgado que o estabelecimento comportaria 300 pessoas no interior e outras 40 na varanda.
Como resposta imediata à tragédia, a prefeitura anunciou duas medidas. A primeira é a contratação de uma empresa externa para revisar a segurança e a qualidade dos materiais de todos os estabelecimentos da comuna. A segunda é a proibição total do uso de artefatos pirotécnicos em locais fechados em todo o município.
Até o momento, segundo as investigações, o incêndio teria sido provocado por velas do tipo fonte, utilizadas em comemorações, que teriam atingido o teto do bar.
O incêndio do Le Constellation, na luxuosa estação de esqui de Crans-Montana, no sul da Suíça, também levou à abertura de uma investigação na França, por parte do Ministério Público de Paris, com o objetivo de acompanhar as famílias francesas nas apurações conduzidas pelas autoridades suíças.
Nove das 40 vítimas eram de nacionalidade francesa, incluindo menores de idade, e, dentre os feridos, 23 dos 116 também são franceses. A maioria das vítimas era composta por adolescentes e jovens adultos.
