O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estarão frente a frente mais uma vez nesta sexta-feira (23/10), a partir das 21h20, no último debate entre os candidatos à Presidência das eleições de 2026. Promovido pela TV Globo, o encontro será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação do jornalista César Tralli, e exibido após o Jornal Nacional.
O debate é realizado a dois dias do segundo turno, marcado para domingo (25/10), em uma disputa que permanece tecnicamente empatada. O JOTA faz a cobertura ao vivo do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email A diferença entre os candidatos no primeiro turno ficou abaixo dos 2 pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro terminou à frente, com cerca de 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O encontro será o segundo confronto direto entre os dois candidatos nesta campanha.
No último domingo (18/10), Lula e Flávio participaram do debate promovido pela TV Bandeirantes. O programa foi marcado por acusações mútuas de corrupção e ataques envolvendo familiares.
O presidente questionou o adversário sobre um pedido de R$ 134 milhões feito ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento de o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro. Flávio cobrou explicações sobre as suspeitas envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger.
Ao final do debate, Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir seus sigilos bancário e telefônico. O presidente manteve o assunto no centro de sua estratégia ao longo da semana, retomando as cobranças em entrevista e atos de campanha.
O próprio presidente Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça-feira (20/10), a autorização para a quebra de sigilo de seus dados, da primeira-dama, Janja da Silva, e dos seus cinco filhos, incluindo Lulinha, acusado de tráfico de influência e envolvimento no escândalo das fraudes do INSS.
O ministro André Mendonça, do TSE, decidiu que não cabia à Justiça Eleitoral verificar o conteúdo deste tipo de documento e que os candidatos poderiam por conta própria abrir seus sigilos. Acompanhe ao vivo os principais momentos do debate da Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do segundo turno das eleições 2026
22h02 – Economia é destaque logo no início do debate Flávio Bolsonaro focou na “economia da vida real” para abordar o tema da economia, após Lula ter tido que ele é um aluno que decora, mas não aprende.
O presidente citou o reajuste do salário mínimo para ressaltar governo do PT. Segundo Lula, no atual mandato (2023–2026), a política de salário mínimo baseou-se na retomada da Lei de Valorização Permanente, instituída formalmente em agosto de 2023.
O principal objetivo foi restabelecer os ganhos reais (acima da inflação) que haviam sido interrompidos no governo anterior de Jair Bolsonaro. 22h01 – Lula confunde regra do bloco, mas Tralli deixa desta vez que ele continue a falar mesmo depois de devolver palavra a Flávio Bolsonaro
O presidente Lula se confundiu com o uso do tempo na dinâmica do debate durante uma rodada de perguntas sobre o Sudeste. O presidente encerrou a tréplica antes de esgotar o tempo disponível e quase deixou passar cerca de 1 minuto e 30 segundos restantes no cronômetro.
O mediador, César Tralli, chamou a atenção de Lula para o tempo ainda disponível e perguntou se ele queria continuar. Flávio Bolsonaro (PL) reclamou da situação, afirmando que o adversário havia escolhido não utilizar todo o tempo previsto.
Lula continuou a sua fala, mas ainda assim abriu mão de 8 segundos. 21h58 – Flávio Bolsonaro chama Lula de “nove dedos”
21h57 – Após treino com Tarcísio, Flávio Bolsonaro começa o debate em tom mais moderado Diferentemente do que ocorreu no encontro da Band, realizado no dia 18 de outubro de 2026, quando Flávio Bolsonaro adotou um tom altamente combativo, agressivo e irônico, o candidato de oposição começou o debate da Globo mais moderado, tentando demonstrar tranquilidade.
O estilo anterior foi moldado por um treinamento que contou com a influência de Pablo Marçal, focando na provocação direta ao adversário e na produção de cortes rápidos para as redes sociais (“lacração”). Desta vez, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assumiu um papel central na preparação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para o debate da TV Globo , com o objetivo de adotar um tom mais moderado, propositivo e focado em segurança e custo de vida.
21h55 – Flávio Bolsonaro acena ao agro ao falar de infraestrutura O candidato de oposição prometeu, se eleito, investir no transporte ferroviário para escoar a produção de grãos do país e ampliar o acesso à internet.
Essas são duas reinvindicações antigas do setor agropecuário. “O nosso agro pode crescer ainda mais se tiver esse infraestrutura de internet”, disse o candidato.
Se eleito, ele prometeu “rasgar este país de ferrovias”, disse. Lula rebateu elencando obras de seu governo no setor de infraestrutura, como a transposição do rio São Francisco.
21h47 – Regra do debate da Globo impede candidato de ficar atrás do adversário Flávio Bolsonaro não terá como repetir a estratégia utilizada no debate da Band, de ficar atrás de Lula enquanto o petista falava.
Os candidatos terão de aguardar no púlpito quando o outro fala. 21h43 – Quem são os conselheiros de Lula e Flávio no debate da Globo
Os candidatos terão três auxiliares cada um em uma área reservada do estúdio para acompanhar o debate e orientá-los durante o confronto. Lula estará acompanhado do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação do governo e marqueteiro do presidente desde a eleição passada.
Também estão com Lula o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e aliado do presidente; e do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que também participou da preparação do petista para o debate. Do lado de Flávio Bolsonaro, estarão Duda Lima, publicitário e marqueteiro responsável pela estratégia de comunicação da campanha; Daniella Marques, economista e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, que atua como conselheira do candidato na área econômica; e Fábio Portela, assessor de imprensa da campanha, responsável pela comunicação com jornalistas.
Os seis poderão acompanhar o desempenho dos candidatos e contribuir com orientações durante os intervalos do debate. 21h42 -Candidatos são acompanhados por comitiva de aliados
O debate reúne aliados políticos dos dois candidatos nos espaços reservados a convidados. Ao lado de Lula, estão o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e o governador reeleito do Piauí Rafael Fonteles (PT), além de Edinho Silva, João Campos e Carlos Lupi, respectivamente, presidentes do PT, PSB e PDT.
Na área reservada a Flávio Bolsonaro, entre os que acompanham o debate estão o seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e os senadores eleitos de São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Ao todo, a Globo permitiu a presença de cerca de 30 convidados por candidato. 21h40 – Começa o debate da Globo
21h37 – Campanhas comparam importância do debate a Kennedy versus Nixon A importância do debate de logo mais na TV Globo tem sido comparada pelas duas campanhas, de Flávio Bolsonaro e de Lula, ao encontro entre John F.
Kennedy e Richard Nixon, realizado em 26 de setembro de 1960 nos EUA. Foi o primeiro debate presidencial transmitido pela televisão na história dos Estados Unidos.
John F. Kennedy ganhou o debate na percepção do público em geral e acabou eleito presidente.
21h30 – Mãe de Ana Clara chega ao debate na Globo; Flávio Bolsonaro defendeu PM acusado da morte da menina Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um disparo de fuzil em Niterói (RJ), em 2021, acompanhará o debate nos Estúdios Globo.
Segundo a colunista Malu Gaspar, de O Globo, Marcelo Freixo disse que vai apresentá-la a Flávio Bolsonaro durante o encontro. O caso ganhou maior repercussão eleitoral após Lula questionar, no debate da Band, no domingo (18/10), a atuação de Flávio Bolsonaro como advogado do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pela morte da criança.
Em 2024, o senador assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que levou o PM a júri popular. O pedido foi rejeitado.
O julgamento foi adiado para 2027. 21h16 – ‘Exército de Lula’ mostra divisão do TSE e acende alerta sobre parcialidade de Nunes Marques
Se no 1º turno, Kassio Nunes Marques adotou uma postura mais ‘low profile’ à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no 2º, o ministro mostrou-se mais ativo, sobretudo, em relação à atuação digital das campanhas. Multiplicaram decisões sobre alcance de postagens, publicações removidas e collabs.
Mas foi por conta do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, comandado pelo deputado André Janones (Rede-MG), que o ministro mostrou a que veio e se indispôs com colegas da Corte. 21h01 – Anotações de Flávio Bolsonaro para debate citam mulheres e imagem de “estadista”
Anotações do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o debate presidencial da TV Globo registram a intenção de direcionar mensagens às mulheres e projetar uma imagem de “estadista”. O material foi fotografado pela repórter Gabriela Biló, da “Folha de S.Paulo”, quando o candidato embarcava em Brasília rumo ao Rio de Janeiro.
Entre as frases escritas à mão estão “Mulheres – falar para elas”, “preço do mercado – falar para elas” e “segurança – falar para elas”. O documento também reúne tópicos separados por regiões do país.
Segundo a reportagem para o Sudeste, há referências ao custo de vida, como “salário acaba antes do mês”. No Centro-Oeste, as anotações citam o agronegócio e a situação de produtores rurais.
Para o Nordeste, aparecem segurança pública, energia, irrigação e Bolsa Família. Já no Sul, Flávio menciona as enchentes em Porto Alegre.
20h55 – Cármen Lúcia nega ação do PT que pedia transporte interestadual grátis no 2º turno A ministra Cármen Lúcia, Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (23/10) a ação que pedia a extensão do transporte público gratuito no dia das eleições para a modalidade interestadual.
A petição foi ajuizada no Supremo pela Coligação Brasil Pronto para Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação de Cármen Lúcia, o pedido é inviável porque não teria tempo hábil para a Justiça eleitoral em todo o país tomar as providências necessárias para prestar o serviço com tranquilidade e segurança para os eleitores.
20h45 – Lula chega ao debate e diz que vai ao debate para “ganhar as eleições” O presidente Lula chegou aos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, ara participar do debate presidencial com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
À GloboNews na chegada, Lula afirmou que foi ao confronto para “ganhar as eleições”. O presidente estava acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, e do coordenador de comunicação da campanha, Sidônio Palmeira.
20h42 – Campanha de Flávio Bolsonaro afastou Marçal da preparação para debate da Globo A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deixou Pablo Marçal de fora da preparação do senador para o debate presidencial da TV Globo em uma tentativa de reduzir a influência do coach na estratégia do candidato.
Marçal participou dos bastidores do confronto da Band e foi associado à postura mais agressiva adotada por Flávio durante o programa. A mudança faz parte de uma tentativa de ajustar o tom do candidato para o último debate antes do segundo turno.
Integrantes da campanha passaram a defender uma postura menos combativa e mais voltada à apresentação de propostas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou da preparação de Flávio ao lado do marqueteiro Duda Lima.
20h35 – Flávio Bolsonaro chega aos Estúdios Globo para o debate Flávio Bolsonaro chegou aos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, para o último debate presidencial antes do segundo turno.
Em entrevista à GloboNews na chegada, o candidato disse que a expectativa é a “melhor possível” para o confronto com o presidente Lula. O senador afirmou que pretende apresentar suas propostas e disse que os brasileiros têm “dois caminhos para escolher”.
Ele estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da assessora econômica Daniella Marques e do irmão Carlos Bolsonaro (PL), senador eleito por Santa Catarina. Na comitiva de convidados do candidato também estão Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador reeleito de São Paulo, e Douglas Ruas (PL), governador eleito do Rio de Janeiro.
20h30 – Floriano, do TSE, determina que Nunes Marques se abstenha de derrubar canal de Lula O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (23/10) que o presidente da Corte, ministro Nunes Marques, se “abstenha” de usar sua competência administrativa para determinar a suspensão, retirada ou restrição do canal “Exército de Lula”, até que sobrevenha alguma decisão do plenário sobre o tema.
“Longe de caracterizar censura à condução desta Presidência, a presente tutela se presta a reforçar sua atuação e a confiança nela depositada”, escreveu o ministro. 20h16 – Cueva manda retirar áudio enganoso sobre voto de mesários de ‘Tropa do Flávio’ sob pena de suspensão
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira (23/10) que o canal “Tropa do Flávio”, criado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), retire do ar publicações inverídicas postadas, sob pena de suspensão. O corregedor determina que, em 2 horas após a intimação, seja removido pela Meta e pelos responsáveis pelo canal um áudio enviado pelo deputado e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) em que ele diz, sem provas, que mesários “espalhados por todo o Brasil, principalmente ali na região do Nordeste” estariam votando no lugar de eleitores que se abstiveram.
20h03 – Como 47% a 46% no Datafolha pode virar empate de 50% a 50% entre Lula e Flávio Como uma vantagem de 1 ponto percentual nos votos totais do Datafolha pode desaparecer e virar um empate nos votos válidos? Um resultado publicado de 47% para Flávio Bolsonaro e 46% para Lula pode se transformar em 50% a 50% depois que brancos, nulos e indecisos são excluídos e os percentuais são arredondados.
O motivo está nas casas decimais que não aparecem nos números divulgados. Leia a análise de Daniel Marcelino, cientista de dados do JOTA.
19h38 – Lula suspendeu compromissos para preservar a voz antes de debate A preparação de Lula para o último debate presidencial antes do segundo turno incluiu a suspensão de compromissos para preservar a voz.
Na quarta-feira (21/10), o presidente cancelou a gravação de uma entrevista à TV Record após rouquidão em compromissos públicos. Além da entrevista, gravações previstas para a campanha também foram suspensas, embora ele tenha participado de uma live com o deputado federal André Janones (Rede-MG).
O petista vinha cumprindo uma agenda de atos de campanha, caminhadas e compromissos presidenciais na reta final da disputa. 19h25 – O que acontece se Lula e Flávio Bolsonaro empatarem no segundo turno das eleições 2026?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputam a segunda etapa do pleito após registrarem 45,16% e 47,03% dos votos válidos, respectivamente. A eleição segue muito apertada, a ponto de o último Datafolha mostrar 50% das intenções de voto para cada um dos candidatos quando considerados os votos válidos.
Mas o que acontece se o improvável acontecer e, de fato, a eleição terminar empatada? A resposta está na Constituição Federal. 19h12 – Debate terá quatro blocos e regras de circulação dos candidatos
O debate da Globo terá quatro blocos e terminará com um momento de considerações finais. No primeiro bloco, serão seis rodadas de perguntas e respostas sobre temas relacionados às diferentes regiões do país e a uma questão prioritária de âmbito nacional.
No segundo e no terceiro blocos, os candidatos escolherão os temas das perguntas entre as opções exibidas no telão. Nos três primeiros blocos, cada um terá três minutos por rodada.
No quarto, de tema livre, os presidenciáveis terão oito minutos de fala cada, sem limite de intervenções. A dinâmica de circulação pelo cenário foi ajustada após reclamações da campanha petista sobre a postura de Flávio Bolsonaro no debate da Band, no domingo (18/10).
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, pediu que o senador não ficasse andando atrás de Lula enquanto o presidente falasse para as câmeras. A regra da Globo prevê que, nos três primeiros blocos, apenas o candidato com a palavra poderá circular; no último, cada um ficará restrito ao próprio lado do cenário.
A campanha de Lula também pediu checagem de fatos em tempo real. A emissora concordou em publicar verificações no g1 durante o debate.
O debate será o último confronto televisionado entre os dois antes do segundo turno, no domingo (25/10).
Portal Jota