Ao STF, Andrei Rodrigues nega monitoramento de ministro e defende relatórios da PF

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Fonte da notícia: Globo Globo

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, negou nesta sexta-feira (11) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que tenha monitorado qualquer ministro da Corte ou o advogado-geral da União, Jorge Messias.

"Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste E. STF e tampouco do Ilmo. Advogado-Geral da União. Os documentos que foram questionados pela decisão proferida na Pet 16662 não são decorrentes de ações de vigilância, coleta clandestina de dados, ou qualquer medida invasiva", disse Andrei. Leia mais

A resposta foi enviada à Corte no caso que afastou Rodrigues do cargo de direção da corporação. A decisão foi dada pelo ministro André Mendonça, na terça-feira, que alegou que houve indícios de irregularidade na produção de relatórios usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir a investigação de Mendonça. Na ocasião do afastamento de Rodrigues, Mendonça disse que havia sido monitorado pelo chefe da PF.

No dia seguinte, o ministro Flávio Dino reintegrou Rodrigues à chefia da corporação. Horas mais tarde, Fachin suspendeu as duas decisões e determinou que o chefe da PF se manifestasse até esta sexta.

O chefe da PF também defendeu os relatórios feitos pela PF, dizendo que eles foram elaborados em cumprimento à decisão de Moraes.

"A interpretação com base na referida premissa equivocada inviabilizaria a atividade de inteligência em si, uma vez que não se pode qualificar como vigilância a análise, pelo órgão, das circunstâncias institucionais que afetam as investigações que ele próprio conduz. Não houve, portanto, qualquer ingerência na esfera de privacidade ou na atuação funcional das autoridades mencionadas", afirmou.

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