Quem costuma pedir comida, mercado ou itens de farmácia pelo celular vai encontrar um cenário diferente a partir desta segunda-feira (10). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou restrições que ainda atingiam iFood, Rappi, Mercado Livre e Americanas na venda, na divulgação e, em alguns casos, na entrega de medicamentos. A medida vem depois de uma lei aprovada em março, que abriu espaço para farmácias licenciadas usarem apps e marketplaces nesse tipo de operação. A seguir, o TechTudo explica o que muda.
🔍 Sua geladeira pode preservar remédios, se usada da forma correta; entenda 📲 Comparador de celulares do TechTudo: como usar a ferramenta e economizar Farmácias podem usar plataformas digitais para receber pedidos e organizar a entrega de medicamentos aos consumidores Reprodução/Magnific (edição - Raphael Alves) 📝Qual climatizador umidificador é o melhor para comprar 110 volts? Veja no fórum do TechTudo Anvisa libera entrega de medicamentos por apps: o que muda? A mudança desta segunda-feira (10) derrubou barreiras que ainda atingiam a oferta de medicamentos em quatro plataformas conhecidas dos brasileiros. No iFood e no Rappi, a Anvisa retirou restrições ligadas à venda, à distribuição e à propaganda desses produtos. Mercado Livre e Americanas também foram alcançados pela decisão, mas, nesses dois casos, as limitações envolviam a comercialização e a divulgação de remédios. A decisão chega alguns meses depois da aprovação da Lei nº 15.357, em março de 2026. A partir dela, farmácias e drogarias licenciadas ganharam respaldo para usar apps e marketplaces na logística e na entrega dos pedidos. Isso não significa que as plataformas passaram a funcionar como farmácias: os estabelecimentos continuam responsáveis pelos medicamentos vendidos e precisam seguir as exigências sanitárias que já valem no país. Nova lei permite que farmácias e drogarias licenciadas usem plataformas digitais na logística e na entrega de medicamentos Reprodução/Anvisa O que muda para iFood, Rappi e Mercado Livre na venda de medicamentos? Para iFood e Rappi, a decisão remove uma restrição mais ampla, que alcançava desde a comercialização até a distribuição e a propaganda de medicamentos. Os dois aplicativos já contam com áreas voltadas para farmácias, então a mudança mexe diretamente com um serviço que o consumidor encontra ao abrir essas plataformas. Ainda assim, os remédios são oferecidos por estabelecimentos parceiros, que continuam responsáveis pela venda. Mercado Livre e Americanas entram nessa história de outra maneira. A Anvisa retirou, para as duas empresas, as restrições relacionadas à comercialização e à propaganda de medicamentos. Como funcionam principalmente como marketplaces, elas servem de espaço para lojas anunciarem produtos aos consumidores. A nova lei abre caminho para esse tipo de operação com farmácias licenciadas, mas os detalhes ainda precisam seguir as regras sanitárias e a regulamentação da agência. 🔎Como ter Youtube Premium grátis pelo iFood? Veja passo a passo Compra de medicamentos por apps: o muda o quê para o consumidor? Para quem está do outro lado da tela, a diferença pode aparecer de um jeito bem simples: mais farmácias e medicamentos podem ganhar espaço em aplicativos de entrega e marketplaces. A compra continua sendo feita pelo celular, com escolha do estabelecimento e do produto, mas a plataforma não assume sozinha a venda. A farmácia que atende o pedido segue responsável por cumprir as regras e verificar o que é exigido para aquele medicamento. Também não dá para colocar todos os remédios no mesmo pacote. Produtos vendidos sem receita costumam ter uma compra mais direta, enquanto medicamentos sujeitos a prescrição exigem outras etapas. A nova lei facilita o uso dos aplicativos na logística e na entrega, mas não apaga regras que já existem. Receita, conferência pelo farmacêutico e outros cuidados continuam fazendo parte da compra quando forem necessários. Consumidor pode encontrar farmácias próximas e fazer pedidos de medicamentos diretamente pelos apps Reprodução/Magnific (antigo Freepik) Medicamentos com receita podem ser comprados por apps? Alguns medicamentos que exigem receita já podem aparecer em aplicativos, mas isso não significa comprar sem apresentar a prescrição. Quando ela é obrigatória, a exigência continua valendo. No iFood, por exemplo, há situações em que o usuário informa os dados de uma receita digital durante o pedido. As informações são enviadas para a farmácia parceira, que faz a conferência antes de liberar a venda. Se a receita não puder ser confirmada, o pedido pode ser recusado ou cancelado. Medicamentos sujeitos a controles específicos também continuam seguindo regras próprias. A retirada das restrições para as plataformas não muda essa parte do processo. O aplicativo pode entrar na compra e na entrega, mas a análise da prescrição e a liberação do medicamento continuam ligadas à farmácia e ao farmacêutico responsável. Quando a entrega de medicamentos por apps começa a valer? As revogações para iFood, Rappi, Mercado Livre e Americanas já valem nesta segunda-feira (10), quando foram publicadas no Diário Oficial da União. A lei que abriu espaço para o uso de plataformas digitais por farmácias está em vigor desde março, mas a Anvisa ainda precisa detalhar parte desse novo modelo. Enquanto isso não acontece, continuam valendo as demais regras para venda, receita, dispensação e entrega de medicamentos. Com informações da Gov.Br Mais do TechTudo 🎥Veja também: DELIVERY COM DRONE? iFood opera primeira rota da América Latina DELIVERY COM DRONE? iFood opera primeira rota da América Latina
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