ANTT diz que ônibus que tombou na BR-251 operava de forma clandestina

 

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O ônibus que tombou e deixou cinco pessoas mortas e cerca de 40 feridos na BR-251, na altura da cidade de Fransciso Sá, no Norte de Minas, tinha mais de 30 autuações e havia sido apreendido em outubro em 2025 por irregularidades.

A informação foi confirmada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) à CBN, que também afirmou que o coletivo não possuía autorização para a realizar o transporte rodoviário interestadual de passageiros.

Conforme detalhou a Agência, no intervalo de um ano, foram 25 autuações por evasão de postos de pesagem e outras 5 por irregularidades em equipamentos obrigatórios e a realização de transporte sem a devida autorização. Além disso, a empresa responsável pelo veículo não estava regular junto à ANTT, o que o que caracteriza a operação como transporte clandestino.

Ônibus tombou na BR-251, em Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais

Corpo de Bombeiros

O coletivo, que tombou na última quarta-feira (21), transportava 48 pessoas e seguia de Arapiraca, no estado de Alagoas, com destino a Itapema, em Santa Catarina. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, as informações preliminares apontam que o ônibus apresentou problema no sistema de frenagem em um trecho de declive e curva. O motorista não conseguiu reduzir a velocidade e tombou às margens da pista, na altura do quilometro 474.

Entre as cinco vítimas que morreram no acidente está um bebê com menos de um ano de idade. Atualmente, sete estão internadas em Montes Claros, na mesma região, e uma está em estado grave. Já os outros referidos receberam alta.

Segundo a Polícia Civil de Minas, um dia após o acidente, o motorista do coletivo, que fugiu do local, se apresentou em uma delegacia. O homem teve a prisão em flagrante ratificada pelos crimes de homicídio culposo no trânsito, com agravante de omissão de socorro, lesão corporal na direção de veículo automotor, omissão de socorro e fuga do local do acidente. Ele foi encaminhado ao presídio e está à disposição da Justiça.

O caso agora segue sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.