Antes e depois de Angélica: o que especialistas dizem sobre cuidados e mudanças no rosto

 

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Angélica entrou na onda nostálgica que tem tomado conta do Instagram e decidiu revisitar o próprio álbum de memórias. Em uma publicação recente, ela compartilhou registros dos anos 1990 ao lado de fotos atuais, acompanhando uma trend que convida usuários a comparar imagens do passado com retratos mais recentes. A proposta rapidamente conquistou a internet e também rendeu uma chuva de elogios à apresentadora.

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Nos comentários, amigos e colegas famosos reagiram com bom humor ao contraste entre as décadas. A atriz Carolina Dieckmmann entrou na conversa e escreveu: "A vida toda com essa fuça linda". Já a cantora Sandy foi direta: "Linda". Quem também comentou foi Viviane Batidão, rainha do tecnomelody, que disse: "Linda desde que era um embrião".

A movimentação não ficou restrita ao perfil da apresentadora. Nas últimas semanas, a tendência se espalhou pela rede social e mobilizou tanto celebridades quanto usuários comuns, que passaram a resgatar fotos antigas para observar as mudanças ao longo do tempo. Para além da nostalgia e do fator afetivo, a brincadeira também despertou curiosidade sobre o que realmente acontece com o rosto conforme os anos avançam.

Especialistas explicam que o envelhecimento facial é um processo gradual e multifatorial, que envolve transformações em diferentes estruturas da face, não apenas na pele. De acordo com o otorrinolaringologista e cirurgião facial Guilherme Scheibel, essas mudanças ocorrem simultaneamente em várias camadas do rosto.

"O envelhecimento facial acontece em várias camadas ao mesmo tempo. A pele perde colágeno e elastina, fica mais fina e começa a ceder. As gorduras do rosto, que na juventude ficam em posição mais alta, dando volume às maçãs e ao contorno facial, começam a migrar para baixo com o passar do tempo. Além disso, o próprio osso sofre reabsorção. A gente perde sustentação óssea na órbita, na região malar e no maxilar. Quando tudo isso acontece ao mesmo tempo, o rosto perde parte do suporte estrutural. Aquilo que antes era alto e projetado começa a cair, o contorno afina e os sulcos ficam mais evidentes. Não é apenas a pele que envelhece, é toda a estrutura facial", afirma.

Segundo o médico, embora seja um processo natural do organismo, a forma como ele se manifesta pode ser influenciada pelos hábitos cultivados ao longo da vida.

"O envelhecimento saudável começa muito antes do que as pessoas imaginam e passa por cuidados cotidianos. Usar protetor solar diariamente, ter qualidade de sono, manter uma alimentação equilibrada e controlar o estresse fazem uma diferença enorme ao longo do tempo. Quem começa a cuidar da pele cedo, evita o tabagismo e mantém hábitos saudáveis tende a chegar aos 50 ou 60 anos em uma condição muito melhor do que quem negligenciou esses cuidados. Quando necessário, procedimentos médicos minimamente invasivos ou cirúrgicos podem ajudar a restaurar volume e contorno, sempre com a proposta de preservar a naturalidade", destaca.

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Para o cirurgião plástico Luís Fernando de Mattos, a estética contemporânea tem caminhado justamente nessa direção: intervenções mais sutis e personalizadas, que respeitem a identidade de cada rosto.

"Hoje, quando um tratamento é realizado, o objetivo é alcançar sutileza. São intervenções pontuais, muito bem indicadas, com produtos aplicados na posição correta, na profundidade adequada e na quantidade necessária. Esse tipo de abordagem permite gerenciar o envelhecimento facial de maneira mais equilibrada e natural, sem transformar o rosto da pessoa", observa.

Ele acrescenta que fatores internos também influenciam diretamente na aparência ao longo dos anos.: "Os pilares da saúde influenciam diretamente na qualidade da pele e na aparência. Uma alimentação equilibrada, prática de atividade física, ingestão adequada de água e um sono realmente reparador contribuem para uma pele mais saudável. A genética também tem participação nesse processo, mas os hábitos de vida podem potencializar ou prejudicar esse resultado", conclui.