Já que a Champions League tem mania de escalar artistas americanos para os shows das finais (será que pensam que na Europa não tem música boa?), o quarteto The Killers levou Las Vegas à Puskàs Arena, em Budapeste, no esquenta para o jogão entre PSG e Arsenal.
De smoking (menos o guitarrista cabeludo Dave Keuning, que deu um migué e meteu paletó sem gravata) e com dançarinas enfeitadas com plumas, no estilo kitsch da Cidade do Pecado, a banda liderada por Brandon Flowers enfileirou trechos de sucessos nos cerca de dez minutos de apresentação — e pareceu tocar ao vivo, diferente dos playbacks que normalmente marcam esse tipo de show.
Os Killers têm como característica as referências à cidade onde se formaram, sempre ironicamente, como no disco “Imploding the Mirage” (“Implodindo o Mirage”, um dos icônicos hotéis de Vegas.
“When you were young”, “Human”, “All these things that I’ve done” e Mr. Brightside”, nenhuma delas inteira, formaram um set matador (com trocadilho), aprovado por torcedores do Arsenal, que cantavam em altos brados.
Bora pro jogo.
