Ano que vem a Copa é aqui: Mundial Feminino no Brasil traz oportunidades econômicas e legados sociais

Ano que vem a Copa é aqui: Mundial Feminino no Brasil traz oportunidades econômicas e legados sociais

Fonte: Bandeira



Enquanto o planeta volta os olhos para a Copa do Mundo, o Brasil se prepara para a versão feminina, a ser realizada pela primeira vez no país, em 2027. O tema ganhou destaque no Rio2C, com painéis sobre o avanço recente da modalidade, que leva milhares de pessoas aos estádios, principalmente na Europa, e tem grande potencial econômico.

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A transmissão da última Copa feminina na Globo alcançou 56 milhões de pessoas, há três anos. Mesmo assim, convencer uma marca a patrocinar equipes femininas ainda exige esforço, afirmou Dani Schneider, CEO da Agência de Atletas, empresa de marketing esportivo.

— A audiência é subestimada. Não é mais filantropia, mas ainda é preciso explicar a força do produto ao mercado — disse ela.

Marcas que entenderam esse ativo saíram na frente. Na última Copa, o iFood fez uma parceria com a Cazé TV para transmitir jogos no próprio aplicativo. Na época, a proposta se baseou em três argumentos, frisou Mairá Mendonça, head de marketing da empresa: dados e resultados efetivos, posicionamento estratégico e conexão cultural e emocional.

— O projeto mostrou um olhar visionário que as marcas podem ter. Ir para o esporte é ir a um lugar emocional, sair só do transacional e consumo. Cria conexão com a comunidade — explicou Mairá, na mesa “A Nova Economia do Esporte Feminino: Protagonismo, Marcas e Patrocínio”.

As parcerias podem ir além dos patrocínios em transmissões de eventos. Com investimentos da Petrobras, por exemplo, a Ferroviária está construindo o primeiro Centro de Treinamento do Brasil dedicado exclusivamente ao futebol feminino. Outra iniciativa apoiada pela estatal foi a versão feminina do Cartola. Em 2025 foram criados 220 mil times no fantasy game.

— A gente precisa ter referências para mudar uma cultura. Conforme a gente vai abrindo os espaços, o futebol feminino vai ficando natural — afirmou Ana Claudia Esteves, gerente de publicidade e mídia da Petrobras.

Para Juliana Agatte, secretária da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Ministério dos Esportes, o Mundial é uma plataforma de política pública no Brasil, com o objetivo de profissionalizar o esporte em todas suas fases.

— Diferente da Copa de 2014, e suas grandes infraestruturas, temos focado no legado social e esportivo, para que a gente consiga dar o recado e desconstruir preconceitos que permeiam o futebol feminino — afirmou Agatte, na mesa “Copas do Mundo: Mídia, Cultura e o Futuro do Futebol”.

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