ANM e Defesas Civis avaliam transbordamento de água e sedimentos em mina da Vale entre Congonhas e Ouro Preto

 

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Equipes da Agência Nacional de Mineração (ANM) e das Defesas Civis de Congonhas e de Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais, avaliam os impactos do extravasamento de água e sedimentos da cava da mina de Fábrica, da Vale, localizada entre os dois municípios. Não há registro de vítimas. O material que vazou da estrutura atingiu a mina vizinha da CSN Mineração.

Segundo informações preliminares, o extravasamento ocorreu na madrugada deste domingo e provocou alagamentos em áreas da unidade Pires, em Ouro Preto, pertencente à CSN Mineração. Foram atingidos o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque e outros setores operacionais.

A região Central de Minas está entre as mais impactadas pelas fortes chuvas registradas nos últimos dias, com volumes que ultrapassam 100 milímetros. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de risco para a área.

Em nota, a Vale confirmou o incidente e afirmou que não houve impacto sobre pessoas nem sobre a comunidade de Pires, localizada nas proximidades. A empresa informou ainda que os órgãos competentes foram comunicados e que, neste momento, a prioridade é a proteção das pessoas, das comunidades e do meio ambiente. As causas do extravasamento estão sendo apuradas.

A mineradora ressaltou que o ocorrido não tem relação com as barragens da companhia na região, que, segundo a empresa, seguem sem alterações nas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas de forma contínua, 24 horas por dia.

Também procurada, a CSN informou que todas as suas estruturas de contenção de sedimentos operam normalmente. A empresa afirmou que acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram notificadas.

A CBN aguarda posicionamento das Defesas Civis e da Agência Nacional de Mineração sobre a situação atual e a avaliação dos impactos do extravasamento.

O incidente ocorre no mesmo dia em que o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho completa sete anos, reacendendo a atenção para a segurança de estruturas associadas à atividade minerária em Minas Gerais.

O incidente envolvendo a estrutura da Vale em Ouro Preto, neste domingo, ocorreu no mesmo dia em que o rompimento da barragem de Brumadinho, da mesma mineradora, completa 7 anos.