Angelina Jolie revela que não namora desde término com Brad Pitt: 'Talvez a vida tenha me quebrado um pouco'
Poucas estrelas de Hollywood tiveram a vida pessoal tão acompanhada quanto Angelina Jolie. Ao longo de mais de três décadas de carreira, a atriz construiu uma imagem que vai muito além do status de celebridade, com uma história ligada ao ativismo humanitário e crises pessoais. Agora, aos 51 anos, ela admite que talvez esteja pronta para viver uma nova fase. Em entrevista ao "Yahoo" americano para divulgar o drama "Vidas entrelaçadas", Angelina fez uma revelação rara sobre sua vida amorosa. Desde o fim do casamento com Brad Pitt, em 2016, nunca mais teve um relacionamento.
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"Para ser sincera, eu não namoro desde que me divorciei, há uma década. Então acabei colocando na minha cabeça que esse lado de mim não era mais o centro da minha vida enquanto eu me dedicava aos meus filhos e à minha família", afirmou ela, completando depois: "Sim, as coisas estão mudando, mas de um jeito que eu não esperava. Não me sinto como se tivesse 51 anos e começasse a pensar em envelhecer. Estou pensando que preciso viver de novo. Ser livre de novo. De certa forma, talvez a vida tenha me quebrado um pouco."
Em "Vidas entrelaçadas", Angelina interpreta Maxine Walker, uma cineasta americana que recebe um diagnóstico de câncer de mama enquanto trabalha durante a Semana de Moda de Paris. A personagem precisa reorganizar prioridades, confrontar antigos relacionamentos e redescobrir quem é além da doença. O papel encontrou paralelos evidentes com a própria vida da atriz.
Em 2013, Angelina revelou ao mundo que era portadora da mutação genética BRCA1, responsável por elevar significativamente o risco de câncer de mama e ovário. A decisão de realizar uma mastectomia dupla preventiva transformou um assunto pouco discutido em pauta mundial. Na entrevista, ela diz que reconheceu imediatamente a autenticidade do roteiro.
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"Ninguém conseguiria escrever isso sem ter vivido", afirmou sobre a diretora Alice Winocour, que também se inspirou em experiências pessoais.
Segundo Angelina, o filme evita reduzir uma mulher ao diagnóstico.
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"O importante era continuar vivendo até o último suspiro, e não passar a viver apenas como uma paciente", disse.
Se durante anos Angelina afirmou que seus filhos eram sua prioridade absoluta, agora ela diz que justamente eles estão ajudando a recuperar partes de sua identidade que ficaram pelo caminho. Mãe de Maddox, Pax, Zahara, Shiloh, Vivienne e Knox, ela conta que, agora que as filhas se tornaram mulheres adultas ou adolescentes, começou a enxergar a si mesma de outra forma.
Angelina Jolie e Brad Pitt em 2010
Jason Merritt/Getty Images/AFP
"Elas estão me trazendo de volta para quem eu era", disse.
Segundo a atriz, observar a força, a liberdade e a delicadeza que deseja preservar nas filhas a fez perceber características que ela própria acabou deixando para trás ao longo dos últimos anos. A reflexão também aparece no romance vivido por sua personagem em "Vidas entrelaçadas". Angelina admite que precisou lembrar a si mesma que maternidade e vida afetiva não são incompatíveis.
"Ela pode amar a filha, ser totalmente dedicada a ela e ainda assim precisar viver isso como mulher", afirmou.
Filha do ator Jon Voight, Angelina começou a carreira ainda nos anos 1990, mas foi a partir de "Garota, Interrompida", que lhe rendeu o Oscar de atriz coadjuvante, que consolidou seu espaço entre as maiores intérpretes de Hollywood. Vieram depois personagens que definiram uma geração, como Lara Croft, em "Tomb Raider", Jane Smith em "Sr. & Sra. Smith" e, mais tarde, "Malévola", que reposicionou sua carreira para uma nova geração de espectadores.
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Paralelamente, construiu uma trajetória pouco comum entre astros de cinema. Ela se tornou enviada especial e, posteriormente, embaixadora do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), realizando dezenas de missões humanitárias em zonas de conflito e ajudando a colocar temas como deslocamento forçado, violência contra mulheres e direitos dos refugiados no centro do debate internacional.
O fim do casamento com Brad Pitt representou uma ruptura não apenas familiar, mas também de imagem. Desde a separação, marcada por uma longa disputa judicial envolvendo guarda dos filhos e patrimônio, Angelina reduziu drasticamente a exposição pública. Passou a selecionar poucos projetos como atriz, dedicou mais tempo à direção e às iniciativas humanitárias e fez da maternidade o principal eixo da própria vida.
