Andrew é forçado a abrir mão da sua coleção de bichos de pelúcia ao se mudar

 

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Andrew Mountbatten-Windsor, que caiu em desgraça com a realeza britânica após a descoberta de suas relações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein — encontrado morto em prisão de Nova York em 2019 — foi forçado a abrir mão da sua amada coleção de bichos de pelúcia após se mudar para um local bem mais simples, em Sandringham (Norfolk, Inglaterra).

O ex-príncipe foi visto na quinta-feira (12/2) saindo de Marsh Farm, propriedade particular do Rei Charles III, para o seu retiro longe dos holofotes, sem a sua coleção de cerca de 60 bichos de pelúcia.

De acordo com o jornal alemão "Bild", Andrew, que é obcecado por pelúcia, foi visto levando apenas um ursinho.

Os demais bichos de pelúcia, bem como vários outros objetos de Andrew, ficarão num galpão. Em meio à turbulência que se apoderou da sua vida, Andrew demonstrou grande preocupação com a sua coleção.

Uma fonte próxima à Família Real britânica revelou ao "Heatworld" que as emoções de Andrew "estavam à flor da pele", enquanto ele lutava para lidar com a reviravolta na sua vida após ter sido destituído dos seus títulos reais devido à sua condenável associação com o pedófilo Epstein. Andrew, que é filho da rainha Elizabeth II e irmão do rei Charles III, é acusado de ter abusado sexualmente de menores recrutadas pelo financista.

Virginia Giuffre, com o ex-príncipe Andrew e Ghislaine Maxwell, namorada de Epstein

Reprodução/Florida Southern District Court

Em uma entrevista à BBC após a morte do financista, Andrew defendeu a amizade dos dois e disse que "ainda não se arrependia" da relação, porque "conhecer Epstein teve alguns resultados muito benéficos". Depois de a afirmação repercutir negativamente, Andrew precisou se afastar de todos os deveres reais e deixou de frequentar eventos públicos da monarquia britânica em novembro de 2019.

Três anos depois, ele fez um acordo extrajudicial com Virginia Giuffre, que o acusava de abuso sexual quando ela era adolescente. Um mês antes do acordo judicial, a rainha Elizabeth II já havia retirado todos os cargos honorários de Andrew, o que o proibiu de usar o título de "Sua Alteza Real".

Virginia temia ser "morta como Diana" após ser forçada a fazer sexo com Andrew, revelou um ex-namorado. A americana, então com 17 anos, "aterrorizada", ligou para o namorado poucas horas depois de ter sido supostamente traficada para o membro da realeza britânica em Londres pela primeira vez, em março de 2001. Virginia, que tirou a própria vida em abril do ano passado, aos 41 anos, disse ao ex-namorado do ensino médio, morador de Atlanta (Geórgia, EUA), que "não queria" dormir com Andrew, mas sentia que não tinha escolha, disse ele.

Em outubro do ano passado, foi lançado um livro de memórias assinado por Virginia. Na obra, a americana conta que Andrew fez "orgia com nove adolescentes", incluindo ela, pouco antes de Virginia perder um bebê. De acordo com Virginia, ela perdeu o bebê apenas quatro dias após participar da "orgia".

Novos arquivos de Epstein mostram ex-príncipe britânico Andrew ajoelhado ao lado de mulher

AFP

Imagens recentes divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) mostram Andrew ajoelhado sobre o corpo de uma mulher deitada em propriedade de Epstein. De acordo com a imprensa britânica, essa mulher seria vítima de tráfico sexual.