O Sepultura sobe logo mais ao Palco Mundo, em uma apresentação que, segundo Andreas Kisser, será marcada por uma “emoção diferente”. Afinal, este será o último show da banda no festival e o penúltimo no Brasil antes do encerramento oficial das atividades do grupo, referência do heavy metal brasileiro. Rock in Rio 2019 - Palco Mundo - Sepultura Marcelo Theobald — Nós tocamos em vários Rock in Rio, e o festival faz parte de um processo de evolução da banda. A gente sempre teve aqui lançamentos de disco ou shows exclusivos, né? Que renderam coisas como o DVD com o Tambor do Bronx, o show com o Zé Ramalho e a apresentação com a Orquestra Sinfônica. São desafios maravilhosos — diz ao EXTRA Apesar de ser a última apresentação na Cidade do Rock, não há espaço para tristeza, pelo menos para o guitarrista. Muito pelo contrário: o sentimento, segundo Andreas, é de orgulho e celebração. — Eu acho que é um fechamento, vamos dizer assim, com essa chave de ouro realmente, sabe? De representar essa fase final em um palco como esse. A gente planejou estar aqui, né? Eu acho que, mais do que sentir tristeza ou qualquer dúvida, está um sentimento fantástico de celebração, de festa. Não adianta ficar no melancólico. Repertório focado em Derrick Green Para fechar com chave de ouro mais de quatro décadas de carreira, a banda preparou para o festival um repertório especial, focado exclusivamente na fase do vocalista norte-americano Derrick Green, que está no grupo há 28 anos. Ele assumiu o microfone após a saída de Max Cavalera, um dos fundadores do Sepultura. Derrick Green, vocalista do Sepultura Marcelo Theobald — O Derrick está com a gente já não sei quantos anos. Ele trouxe uma vida nova, objetivos novos, influências novas, né? Também com uma história diferente, vinda de um lugar completamente diferente, e só cresceu com a gente. Ele é uma parte gigantesca de tudo isso. É um amigo, né, mano? Ele virou um irmão nosso, que ficou junto num momento mais difícil da banda. Se ele não tivesse entrado, a gente não teria como continuar o Sepultura. Shows finais Depois do Rock in Rio, o Sepultura viaja para Marrocos, Uruguai, Argentina, Chile e México, onde fará mais seis shows antes da despedida final, marcada para São Paulo, no Estádio do Pacaembu. Os ingressos, que variam de R$ 150 (meia-entrada) a R$ 1.600 (inteira), ainda estão disponíveis.
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Andreas Kisser fala sobre o último show do Sepultura no Rock in Rio antes do fim da banda: 'Fechar com chave de ouro'
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