Análise: Mesmo com susto no fim, Fluminense avança na Copa do Brasil e ganha tranquilidade para decisões futuras

 

Fonte:


Pressionado pela sequência de resultados ruins, o Fluminense fez o dever de casa ontem e conquistou vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Mesmo tendo sofrido um susto no fim da partida, o tricolor jogou o necessário para vencer o Operário por 2 a 1 e garantir não só a ida para a próxima fase do torneio nacional, como mais tranquilidade para o técnico Luis Zubeldia tentar conduzir a equipe a uma complexa classificação na Libertadores — precisa vencer o Bolívar-BOL por três gols de diferença para não depender de outros resultados na última rodada. De quebra, o time encerrou jejum de quatro jogos sem vitórias.

Em relação ao futuro da equipe, a partida de ontem pouco representa em termos táticos e técnicos. Embora ocupe a oitava colocação da Série B, o Operário se mostrou um adversário bem inferior ao Fluminense e, com exceção do lance do gol e em outros em que Boschilia conseguia fazer algo de diferente, foi presa fácil para o sistema defensivo do time carioca. Dessa forma, a melhor notícia da noite foi o reencontro de Lucho Acosta com as redes — Savarino marcou o outro de pênalti —, o que pode fazer o argentino retomar a confiança que o fez brilhar no início do ano.

Falta de pontaria incomoda

Essa foi a terceira partida de Lucho desde o retorno da lesão no ligamento colateral medial do joelho esquerdo sofrida há um mês, sendo a primeira em que o meio-campista participou de uma jogada de gol. Após dois jogos consecutivos com 90 minutos em campo, o argentino, que chegou a receber um cartão vermelho, mas teve a expulsão revertida pelo VAR após erro do árbitro João Vitor Gobi, foi substituído aos 70 minutos.

Numa partida que teve panorama tranquilo a maior parte dos 90 minutos, o maior ponto negativo para o Fluminense foi, novamente, o alto número de oportunidades perdidas. Logo nos primeiros cinco minutos foram duas chances claras desperdiçadas dentro a área. Depois, na segunda etapa, John Kennedy, que vive fase artilheira — são 11 gols e duas assistências em 30 partidas —, perdeu pênalti que ele mesmo ocasionou.

Os gols perdidos somados ao ritmo blasé e a falta de passes verticais por parte do Fluminense deixaram o Operário momentaneamente confortável. Foi quando os paranaenses diminuiram com Felipe Augusto após falha de Jemmes. No entanto, quando os visitantes ensaiavam uma reação, Edwin Torres lançou um balde de água fria na própria equipe ao ser expulso com dois cartões amarelos recebidos num espaço de tempo de três minutos.