Análise: Gols perdidos e fragilidade do adversário chamam a atenção em vitória com cara de treino do Botafogo

 

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A enorme fragilidade do Independiente Petrolero-BOL fez com que a vitória do Botafogo ontem por 3 a 0, em Assunção, pela Sul-Americana, fosse quase um treino de ataque contra defesa. Se fosse, o time certamente levaria uma bronca do técnico Franclim Carvalho. Mas, como se tratava de uma partida à vera, é óbvio que os jogadores, o treinador português e a torcida se deram por satisfeitos com os três pontos que deixam o time, agora com 13, bem perto de garantir a primeira colocação do grupo E.

Ainda assim, é inegável que, numa partida de pouquíssima disputa, o que mais chamou a atenção foi o número de gols perdidos pelo Botafogo. Das 41 finalizações, 22 foram para fora, 16 pararam no goleiro Gutierrez e “apenas” três morreram no fundo das redes — um aproveitamento de 7,3%.

— Fizemos três e tínhamos obrigação de fazer mais — disse o técnico. — Fico chateado, e os jogadores, também.

Outro ponto é a necessidade de ser revisto o formato de classificação para competições sul-americanas. Último colocado do grupo com nenhum ponto, 13 gols sofridos e somente três marcados, o Independiente Petrolero não apresentou a menor condição de fazer frente ao Botafogo ou aos outros rivais. Somado a isso, não pôde sequer enfrentar o alvinegro em casa, já que, por questões de segurança, o confronto foi transferido da Bolívia para o Paraguai e com portões fechados.

Todos esses fatores contribuíram para uma partida de pouquíssimo apelo e que, embora tenha contado com o respeito e o comprometimento de ambas as equipes, passou a impressão de que só serviu para inflar ainda mais o já exaustivo calendário de um time brasileiro.

Mesmo assim, se for feito um exercício para analisar quem tirou proveito do cenário do jogo, pode-se dizer que Medina, Jordan Barreira e Joaquín Correa, autores dos gols da noite, fizeram valer a viagem ao Paraguai. Huguinho, que teve outra boa atuação na vaga do afastado Danilo, também se destacou.