Análise: Entre guerra e paz, EUA e Irã caminham para um novo normal de ataques e tréguas frágeis
Há apenas duas semanas, durante a abertura da Grande Feira Americana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou triunfantemente: "Pela primeira vez em 3.000 anos, teremos paz no Oriente Médio." Era uma demonstração típica da sua autoconfiança, mas a "paz" que ele comemorava — o cessar-fogo com o Irã, que nesta quarta-feira ele declarou estar "encerrado", após menos de um mês — já começava a se desfazer.
O resultado talvez fosse previsível para um memorando de entendimento de apenas 14 parágrafos, que evitava enfrentar os principais problemas e foi elaborado às pressas para que Trump pudesse anunciar que havia fechado um acordo, qualquer acordo.
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