Análise de cigarros desvenda mistério de assassinato de mulher rica ocorrido há 60 anos nos EUA
O assassinato de Marjorie Rudolph em 1966 foi solucionado 60 anos depois graças a cigarros.
A vítima, que tinha 60 anos, era descendente de um rico e proeminente dentista e proprietário de terras de São Francisco (Califórnia, EUA) do século XIX. Marjorie foi brutalmente assassinada quando estava sozinha em casa, em San Rafael (Califórnia, EUA).
Dois detetives aposentados resolveram se debruçar sobre o caso, contou reportagem do "SFGate".
"Ambos os investigadores generosamente dedicaram o seu tempo como voluntários para apoiar investigações de casos arquivados", afirmou o Departamento de Polícia de San Rafael em um comunicado à imprensa.
O assassino foi identificado como Laurel James Switzer Jr., então com 41 anos. Os investigadores chegaram à identidade do autor do crime após a análise de DNA em cigarros bem conservados encontrados na cena do homicídio. Os cigarros não correspondiam às marcas fumadas pela vítima, o que chamou a atenção dos investigadores.
E eles estavam seguindo a pista certa. O resultado pôs Laurel na casa da vítima na noite do assassinato.
Laurel era um ex-policial e veterano de guerra que cometeu suicídio poucos dias após o assassinato.
A noite do crime
Na noite de 1º de fevereiro de 1966, na área nobre de Carroll Court, em San Rafael, Marjorie estava sozinha em casa enquanto o marido, Leroy Rudolph, recuperava-se de cirurgia num hospital local.
Seu último contato conhecido ocorreu às 17h30. Quando recusou o convite de uma vizinha para jantar, afirmando que já estava de roupão e se acomodando para dormir, segundo os detetives à época.
Como não havia sinais de arrombamento, os investigadores concluíram que ela provavelmente abriu a porta para alguém que reconheceu entre o momento em que atendeu ao telefonema e as 20h. Quando a vizinha encontrou Marjorie morta dentro de casa no dia seguinte, o interior estava em desordem, com móveis revirados e respingos de sangue que indicavam a intensidade do confronto.
Policiais trabalham na cena do crime contra Marjorie Rudolph na Califórnia
Reprodução/San Rafael PD
O assassino utilizou um objeto pesado e pontiagudo para infligir ferimentos severos em Marjorie, fraturando o crânio e quebrando quase todas as suas costelas. Um legista do condado comentaria mais tarde que seu esterno estava tão esmagado que era "como se alguém tivesse pulado em cima dela repetidamente".
Após o espancamento, o assassino encheu uma banheira e colocou o corpo de Marjorie dentro. O relógio de pulso dela, ainda preso ao seu pulso, parou às 19h55, fornecendo aos detetives um registro preciso do horário do término do ataque.
Embora o assassino tenha tentado simular um roubo revirando gavetas, nenhum objeto de valor foi levado da casa. Também não havia evidências de agressão sexual.
As famílias da vítima e do assassino se conheciam. Apesar de os investigadores terem chegado à identidade de Laurel, os motivos para o homicídio ainda são desconhecidos.
