Anac analisa ampliar horário de operação no Aeroporto de Congonhas em situações extraordinárias

 

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) analisa um pedido de extensão do horário das operações do Aeroporto de Congonhas, na cidade de São Paulo, em situações extraordinárias.

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A solicitação foi apresentada pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa companhias como Azul, Gol e Latam.

O requerimento é analisado pela diretoria colegiada da Anac, que ainda não tem um posicionamento definido.

As normas atuais determinam que o aeroporto opere entre 6h e 23h. A Abear entende que a ausência de exceções claras dificulta o planejamento das empresas em casos excepcionais.

Segundo o jornal Valor Econômico, no documento enviado à Anac, a associação pede que a exceção no horário seja concedida nos seguintes episódios:

Interrupção significativa das operações de pouso e decolagem;

Degradação temporária da infraestrutura;

Condições meteorológicas adversas;

Ocorrências operacionais relevantes e eventos externos não controláveis pelos operadores aéreos;

Impactos operacionais, provocados por itens anteriores, que estejam afetando mais de 600 passageiros.

A Abear apontou dois casos recentes para justificar a defesa da revisão: um em dezembro do ano passado, em que ventos fortes provocaram o cancelamento de 571 voos, com mais de 97 mil passageiros afetados e um impacto financeiro estimado em R$ 35 milhões.

O outro aconteceu em abril deste ano, quando o prédio da torre de controle do espaço aéreo de São Paulo precisou ser esvaziado por suspeita de vazamento de gás. Nessa ocasião, 178 voos foram cancelados, mais de 38 mil passageiros foram afetados, e o impacto financeiro foi de R$ 10 milhões.

Nos dois casos, o horário de operação do terminal foi ampliado para reduzir os impactos aos passageiros.

A proposta não detalha o período de extensão, que deverá ser estudado pelos órgãos reguladores.