Amorim criticou equiparação de facções com grupos terroristas horas antes de decisão dos EUA sobre PCC e CV
Horas antes de os Estados Unidos anunciarem a decisão de classificar como terroristas as as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), o assessor especial da Presidência Celso Amorim havia criticado a possibilidade de equiparação. Em um discurso no Fórum Internacional de Segurança, na Rússia, Amorim afirmou que a medida não é efetiva para combater o crime organizado.
— O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação. Mas equiparar o crime organizado ao terrorismo não ajuda. Compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todos os tipos de crime — disse Amorim nesta quinta-feira, horas antes do anúncio do governo americano.
A nota no qual o anúncio foi feito afirma que os grupos são "duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil". O texto afirma que PCC e CV foram classificados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês). Eles devem ainda receber a classificação de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) partir de 5 de junho de 2026.
"Juntos, eles comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros. A sua influência e redes ilícitas estendem-se muito além das fronteiras do Brasil, através da nossa região e do nosso país", diz o anúncio do Departamento de Estado.
