Amor ou dinheiro? Pesquisa aponta que finanças influenciam escolhas em aplicativos de namoro

 

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Em meio a filtros, fotos bem escolhidas e listas de interesses em comum, um novo critério começa a ganhar espaço nas dinâmicas dos aplicativos de namoro: a vida financeira. Um estudo recente do Credit One Bank aponta que parte dos solteiros mais jovens gostaria de levar esse fator em conta já no início das interações. Segundo o levantamento, um em cada cinco usuários das gerações Z e Millennials afirma que gostaria que plataformas de relacionamento exibissem indicadores de saúde financeira, como pontuações de crédito, para ajudar a avaliar a compatibilidade a longo prazo.

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Embora aparência e afinidades ainda desempenhem papel importante nas conexões virtuais, a percepção de estabilidade econômica passou a influenciar a forma como muitos usuários enxergam possíveis parceiros. No estudo, mais da metade dos entrevistados afirmou considerar pessoas financeiramente estáveis mais atraentes, não apenas pelo dinheiro em si, mas pelo que ele pode sinalizar sobre hábitos, planejamento e visão de futuro.

Esse olhar mais atento às finanças reflete transformações sociais e econômicas mais amplas. Dados de uma pesquisa do Kinsey Institute indicam que 38% dos solteiros da Geração Z levam fatores econômicos em consideração ao tomar decisões sobre relacionamentos, incluindo passos mais sérios, como dividir a mesma casa.

Para Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos, a relação entre dinheiro e vida amorosa não é nova, mas se tornou mais explícita nos últimos anos.

"A liberdade financeira proporciona menos estresse, mais conforto e, consequentemente, melhora a qualidade de vida. Dinheiro pode até não comprar felicidade, mas a falta dele com certeza traz aborrecimento. A escassez na vida financeira, inclusive, é o que motiva o crescimento de divórcios aqui no Brasil, que aumentaram em 75% nos últimos cinco anos e deles, 60% tem como causa do divórcio problemas financeiros", destaca.

Outro levantamento recente também sugere uma mudança de comportamento entre usuários masculinos mais jovens em aplicativos de namoro. De acordo com o estudo, muitos homens da Geração Z gastam pouco ou quase nada em encontros, o que, para alguns especialistas, ajuda a explicar a expansão de modelos de relacionamento associados à chamada hipergamia, dinâmica em que homens com maior poder aquisitivo oferecem experiências de alto padrão, como jantares sofisticados, viagens, presentes e até apoio profissional.

Para Bittencourt, à medida que as conversas sobre dinheiro se tornam menos tabu entre os casais, a tendência é que a questão financeira ocupe um lugar cada vez mais central nas relações contemporâneas.

"O dinheiro não só traz felicidade mas a falta dele muito provavelmente vai trazer problemas para a vida conjugal. Por isso, mulheres hoje buscam homens bem-sucedidos, mais maduros e experientes, o famoso Sugar Daddy", finaliza.