Amor improvável: socorristas que se conheceram durante ataque terrorista na Austrália se apaixonam e planejam casamento
O que começou como uma resposta emergencial a um ataque armado acabou se transformando em uma história inesperada de amor. Dois dos primeiros socorristas que ajudaram vítimas do atentado ocorrido em Bondi, na Austrália, anunciaram que vão se casar ainda este ano após se conhecerem em meio ao caos provocado pela violência.
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O criador de conteúdo James McIntosh, de 46 anos, e a fisioterapeuta Alexandra “Lexi” Edmondson, de 35, eram amigos recentes quando o ataque aconteceu em 14 de dezembro. Os dois haviam acabado de concluir juntos um curso de salvamento marítimo de oito semanas e seguiam para uma festa de Natal no Bondi Surf Club quando homens armados abriram fogo contra uma celebração judaica de Chanucá à beira-mar. Quinze pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.
Do resgate ao romance
Diante da situação, McIntosh e Edmondson correram para prestar socorro às vítimas. Segundo relatos publicados pelo Daily Mail e pelo The Weekend Australian, os dois ajudaram ao menos sete pessoas feridas, incluindo um homem baleado na perna. Uma fotografia publicada em jornal mostrou o momento em que eles auxiliam policiais a carregar o sobrevivente até uma área improvisada de triagem.
Mais tarde, enquanto acompanhavam o ferido ao hospital, a tensão do momento deu lugar a um sentimento de alívio — e, pouco depois, a algo mais. Dois dias após o ataque, durante um jantar na casa de um amigo, os dois trocaram o primeiro beijo. O relacionamento evoluiu rapidamente e, no dia seguinte ao Natal, já estavam morando juntos.
O pedido de casamento veio no mês passado, durante uma viagem de férias ao México. McIntosh contou ao Daily Mail que nunca teve tanta certeza de uma decisão. “Ela tem uma alma linda e nunca tive uma conexão assim com ninguém”, afirmou.
Durante o curso de salvamento, nenhum dos dois cogitava um relacionamento. McIntosh chegou a acreditar que Edmondson fosse muito mais jovem, enquanto ela imaginava que ele poderia ser casado. A aproximação ocorreu apenas após os acontecimentos traumáticos dos dias seguintes ao ataque.
Na sexta-feira (6), o casal esteve entre cerca de 80 pessoas homenageadas por ações de ajuda às vítimas em uma cerimônia de Shabat na Sinagoga Central de Bondi. Após saber do noivado, o rabino Levi Wolff chegou a oferecer a sinagoga para a realização do casamento, previsto para novembro. Os dois ainda avaliam a proposta, que poderia torná-los o primeiro casal não judeu a se casar no local.
Segundo McIntosh, a ideia de celebrar a união ali tem um significado simbólico. “Gostamos da possibilidade de que isso ajude a fortalecer a comunidade em um momento de cura”, afirmou.
A notícia sobre o noivado surge no momento em que familiares de vítimas do ataque seguem tentando reconstruir a vida após a tragédia. Entre elas está a família de Matilda Britvan, de 10 anos, a vítima mais jovem do tiroteio. Os pais da menina, Michael e Valentyna, se casaram no último sábado em uma cerimônia reservada realizada na Admiralty House, reunindo familiares e amigos próximos.
O ataque que marcou o início da história aconteceu durante uma celebração judaica de Chanucá na praia de Bondi, que reunia cerca de mil pessoas. Segundo as autoridades, pai e filho — Sajid Akram, de 50 anos, morto pela polícia no local, e Naveed Akram, de 24, que permanece internado em estado crítico — abriram fogo contra os participantes, deixando 15 mortos e mais de 40 feridos.
A polícia australiana classificou o episódio como terrorismo e investiga possíveis vínculos ideológicos com o grupo extremista Estado Islâmico. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que o ataque parece ter sido motivado por essa ideologia, enquanto as investigações continuam.
