Amigas que lutavam contra o câncer morrem no mesmo dia com uma hora de diferença; conheça a história

 

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As jovens Maria Eduarda e Lara Gabriela se conheceram enquanto faziam um tratamento para leucemia, um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo, em um hospital de Porto Velho, em Rondônia. No local, a paciente Duda disse que não criaria mais vínculos após ter perdido muitas amizades com o diagnóstico, até chegar Lara, que a fez olhar com outra visão para a doença.


A primeira a ser diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda foi Lara, aos 12 anos de idade, em 2021. A jovem já enfrentava a doença há mais tempo quando conheceu Duda, que começou a fazer o tratamento em 2024, mas, por escolhas do destino, as duas foram internadas com complicações do câncer que as fez morrer no mesmo dia, 11 de maio, uma hora depois da outra, falecendo no mesmo local.


Em entrevista ao G1, o pai de Lara, Guilherme Vlaxio, explicou como as meninas se conheceram no hospital e como, aos poucos, elas se tornaram melhores amigas.


"A Duda foi devagarzinho conquistando a Lara, destravando esse bloqueio que a Lara tinha colocado nela mesma e simplesmente viraram melhores amigas. Uma apoiando a outra, uma sofrendo pela outra", contou o pai, Guilherme Vlaxio.


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Duda e Lara: uma amizade além da vida


Por um breve período de tempo, as melhores amigas foram curadas da doença. Lara comemorou a última sessão de quimioterapia em maio de 2024, e Duda em 2026. Até que, no dia 22 de abril, Lara retomou o tratamento contra a leucemia linfoblástica aguda e, pouco mais de uma semana depois, Duda também foi internada e encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após passar mal em casa.


Enquanto estavam internadas, as duas não puderam se encontrar presencialmente, mas mantinham contato por videochamadas e diziam que, quando estivessem melhor, caminhariam juntas pelo corredor para “botar as histórias em dia”. "Ela falou: 'doutora, eu não quero que a Duda me veja assim, porque ela vai fazer um exame importante, e ela não pode falhar nesse exame importante'", relembrou Guilherme de um dia no local.


Em meio a uma história de luz e amizade verdadeira, as duas jovens ainda eram muito amadas pelos familiares. "Lara, mesmo com todo sofrimento, toda a dor, ela não reclamava, ela não tinha medo. Ela era forte, guerreira. Sempre fez questão de tranquilizar a todos e sempre mostrar que estava bem, até mesmo quando não estava", realçou Raíza Vlaxio, a tia de Lara que conviveu com a jovem durante o tratamento de leucemia.


(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)