Amiga das vítimas, publicitária repercute condenação de cantor paraense por estupro das filhas

 

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A publicitária Gabrielly Reis repercutiu a condenação do cantor paraense Bruno Mafra, conhecido no cenário do tecnobrega pela atuação na banda ‘Bruno e Trio’, por abuso sexual contra as próprias filhas. Nesta sexta-feira (27/3), ela disse em sua conta no Instagram que aguentava ver Mafra “vivendo bem” e continuando a fazer shows, como se nada tivesse acontecido. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.


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“Eu acompanhei de perto a dor que foi esse processo para a minha amiga e a irmã dela. (...) A justiça foi feita. Eu não aguentava mais ver flyer de show, ver ele vivendo a vida, gravando com cantores famosos. E hoje, a casa dele caiu”, contou.


Em outra publicação nos Stories, Gabrielly deixou uma mensagem às vitimas. “Que vocês sintam o abraço de todas as mulheres desse mundo! Nada apaga a dor e o trauma. Mas a voz de vocês foi ouvida! Saibam que eu amo demais vocês”, afirmou.


O caso


Segundo o processo, as denúncias vieram à tona em 2019, quando as vítimas, já adultas, relataram que sofreram abusos durante a infância. Os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2011, em Belém, quando elas tinham menos de 14 anos. De acordo com o Ministério Público, os atos libidinosos aconteceram de forma repetida, em diferentes locais, incluindo a residência da família e um veículo.


A Justiça considerou que há provas suficientes de autoria e materialidade, com base principalmente nos depoimentos das vítimas, que foram considerados coerentes e detalhados ao longo da investigação.


Em nota, a defesa do cantor, representada pelo escritório Filipe Silveira, afirmou que o processo ainda não teve decisão definitiva e que irá recorrer. Veja a nota na íntegra:


“Em atenção à sua consulta, o escritório Filipe Silveira, responsável pela defesa técnica, informa que o processo judicial ainda se encontra em curso, inexistindo, até o presente momento, decisão definitiva. Serão adotadas as medidas recursais cabíveis, uma vez que a defesa sustenta a existência de relevantes violações ao devido processo legal, com potencial comprometimento da validade jurídica dos atos processuais e da própria decisão proferida.


A defesa também registra preocupação com a divulgação de informações relacionadas a processo que tramita sob sigilo, circunstância que, em tese, exige rigorosa observância das restrições legais de acesso e divulgação, tanto para a preservação da regularidade processual quanto para a proteção dos direitos das partes envolvidas”, declarou a defesa do cantor.


O caso segue em tramitação na Justiça.