Eleições de meio de mandato nos EUA podem redefinir o apoio a Donald Trump na Câmara e no Senado Milhões de eleitores americanos vão às urnas nesta terça-feira, 3, nas midterms, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, para renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado.
O pleito pode redefinir o apoio ao presidente Donald Trump no Congresso americano. Na Câmara, estão em disputa os 435 assentos da Casa.
Já no Senado, 35 cadeiras estão em disputa, o equivalente a um terço da Casa. O Partido Republicano, do presidente Donald Trump, tem a maioria dos assentos nas duas casas.
Todavia, as pesquisas indicam que o Partido Democrata é favorito para controlar a Câmara, enquanto o controle do Senado está em aberto. O custo de vida é uma das principais preocupações dos eleitores americanos em 2026.
Pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada em outubro, aponta que metade dos entrevistados registrados para votar consideram o tema crucial para a decisão eleitoral. Saúde, gasolina, alimentação e moradia são os itens cujo os custos mais preocupam os eleitores.
O preço médio nacional da gasolina chegou a 4,28 dólares por galão com a guerra no Irã, segundo a Associação Automobilística Americana. O valor está 1,20 dólar acima do registrado no mesmo período de 2025.
Dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos apontam que o preço dos alimentos subiu 1,8% no último ano. Os preços das casas registraram alta de 2,1% no mesmo período, segundo a Agência Federal de Financiamento Imobiliário.
A imigração é outro tema central nessa eleição, embora tenha sido registrado uma queda de 95% no número de imigrantes detidos na fronteira sudoeste, conforme dados preliminares do Departamento de Segurança Interna. O que preocupa o eleitorado americano, especialmente o de origem latina, é atuação ostensiva do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega).
A morte de cidadãos americanos em Minnesota provocou duras críticas ao ICE, levando os candidatos democratas a defenderem até a extinção da agência. Outro ponto que pressiona Donald Trump e o Partido Republicano é a guerra contra o Irã.
Iniciado em fevereiro, o conflito é reprovado pela maioria dos cidadãos americanos. Em contrapartida, Trump é pressionado por Israel a retomar os ataques ao Irã.
O Antogonista