Americano é preso após pedir ajuda a amigo de infância para assassinar ex-namorada e dois homens que se relacionaram com ela
Manter contato com amigos depois de anos afastados é uma tarefa difícil. Para Eric Berkowitz, de 41 anos, morador da Pensilvânia (EUA), a retomada de uma relação iniciada na infância teve um motivo criminoso.
O americano entrou em contato com o antigo amigo Steven Luker, que conheceu na escola, não para marcar uma conversa num bar ou uma noite de festa, mas para tentar convencê-lo de assassinar uma ex-namorada e dois homens que se relacionaram com ela depois do término com Eric.
O convite inesperado veio após uma crise de ciúme de Eric, que o motivou a oferecer US$ 5 mil (R$ 26 mil) a Steven para ajudá-lo no crime.
O amigo ficou assustado com a oferta e entrou em contato com a polícia antes do encontro com Eric. Ele se preparou para gravar a conversa na data e hora marcada por Eric e gerar prova contra o amigo.
Segundo a NBC 10, Eric levou uma arma e um celular descartável para Steven no dia do encontro, mas percebeu que o amigo não o ajudaria e disse que "cuidaria sozinho da garota".
Com o polícia ciente do plano, o americano foi preso na quinta-feira (12/2) antes de entrar num carro de aplicativo que já tinha destino marcado: a casa da ex-namorada, no condado de Endicott (estado de Nova York).
Eric vai responder por tentativa de homicídio a três pessoas e outros crimes. Ele permanece detido, sem direito à fiança até o dia do julgamento, que deve acontecer na próxima semana.
Feminicídio nos EUA
De acordo com o último relatório sobre feminicídio do instituto americano Violency Policy Center (Centro de Políticas de Violência), a taxa de assassinatos de mulheres por homens aumentou de 2019 até 2022 e manteve a mesma taxa em 2023, quando mais de 2.400 mulheres foram mortas. No mesmo ano, no Brasil, país onde o feminicídio também é uma triste realidade: 1.458 mulheres perderam a vida.
A publicação americana também indica que a média de idade das mulheres assassinadas é de 41 anos, em sua maioria eram brancas e 89,9% foram mortas por alguém que já conheciam.
* Estagiário sob supervisão de Fernando Moreira
