Ameaças de Trump elevam tensão internacional e provocam reações da China e da Europa
As ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã provocaram reações imediatas de potências globais e países europeus, ampliando a tensão internacional em meio à escalada da repressão aos protestos no país persa.
Trump anunciou tarifas de 25% com validade imediata para países que mantenham relações comerciais com o Irã e voltou a mencionar a possibilidade de uma intervenção militar, afirmando que ataques aéreos continuam sobre a mesa. Por meio de sua porta-voz, no entanto, o governo americano ressaltou que uma via diplomática permanece aberta.
A China, principal parceira comercial do Irã, reagiu às tarifas impostas por Washington e alertou contra qualquer ação militar, afirmando que tomará medidas para proteger cidadãos chineses em território iraniano. Pequim e Washington já enfrentam uma guerra comercial em 2025, e a nova decisão americana fez a tensão bilateral voltar a crescer.
Entre as medidas não militares, Trump mencionou o envio de terminais Starlink, da empresa de Elon Musk, para garantir acesso à internet a opositores do regime iraniano, diante do bloqueio quase total das comunicações imposto pelo governo de Teerã.
A crise também gerou reações na Europa e no entorno regional. A Turquia denunciou ingerências estrangeiras no Irã. A França anunciou a retirada de parte de seu pessoal diplomático do país. Bélgica e Reino Unido condenaram oficialmente a repressão aos manifestantes, enquanto a Alemanha afirmou que o regime iraniano estaria vivendo seus últimos dias.
O agravamento do conflito mantém a comunidade internacional em alerta diante do risco de uma escalada diplomática, econômica e militar no Oriente Médio.
