Amante de raposas é proibido de cuidar dos animais em casa após reclamação de vizinho por barulho e cheiro 

 

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Um homem de 68 anos que administra um santuário de raposas foi ordenado a retirar os animais de sua própria casa após a reclamação de um vizinho sobre barulho e mau cheiro. Steve Mason, responsável pelo “Second Chance Fox Sanctuary”, em Hampshire, nos Estados Unidos, recebeu uma notificação do conselho local determinando que ele removesse as raposas da residência e não voltasse a mantê-las no local. Ele contesta as acusações, afirma que os sons vinham de raposas selvagens próximas e alerta que a medida pode colocar em risco a saúde dos animais sob seus cuidados. 

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O homem atualmente cuida de duas raposas, Henderson e Fenton, em sua casa, pois elas precisam de tratamento contínuo que não pode ser fornecido no santuário. De acordo com ele, o Conselho Municipal de Test Valley emitiu a notificação antes de implementar uma Ordem de Proteção Comunitária (CPN, na sigla em inglês) após a reclamação de um vizinho, que afirmou que as raposas eram barulhentas e causavam cheiros desagradáveis. O aviso também estipula que ele não retorne a ter raposas na propriedade. 

Mason criticou o conselho por ter tomado a decisão de retirar as raposas de seu domicílio, e não vê como justa. 

“Se eles me impedirem de trazer uma raposa para minha casa, eu não conseguirei tratá-las de forma alguma. Isso significaria que eu teria de encontrar outro centro de resgate para levá-las e, em muitos casos, isso simplesmente não é possível. As raposas sofreriam por causa disso, e isso não é justo”, afirmou o cuidador. 

Uma das raposas, Henderson, sofre de toxoplasmose, uma enfermidade que Mason comparou ao Alzheimer em seres humanos. De acordo com ele, o animal necessita de banhos diários, antibióticos e acompanhamento constante, o que ele considera ser “fisicamente impossível” de executar no santuário. 

“Ele passa a maior parte do dia dentro de casa comigo. É uma raposa muito limpa e incapaz de fazer barulho por causa de sua condição”, disse. 

Já a outra raposa, Fenton, foi mantida como animal de estimação por um homem em Londres e passou cinco anos convivendo com humanos, sem contato com outras raposas. Agora, precisa ser adaptada lentamente aos demais animais. 

“Se a ordem for aplicada, quaisquer futuras raposas do santuário que precisem de tratamento não poderão ser tratadas aqui e sofrerão muito por causa disso”, afirmou Mason. 

Além disso, o cuidador das raposas disse que elas estão evoluindo bem e que pretende devolvê-las ao santuário dentro de duas semanas. Ele também negou qualquer mau cheiro ou barulho em sua casa, afirmando que os recintos são limpos diariamente e que Fenton é muito silenciosa. 

Fundado em 2023, o “Second Chance Fox Sanctuary” quase encerrou suas atividades no ano passado, quando Mason teve que se mudar. Porém, uma petição obteve mais de 2.000 assinaturas, e um novo local foi estabelecido nos Estábulos de Equitação de Ampfield, localizado em Hampshire, nos EUA. E atualmente, o santuário abriga oito raposas e conta com a ajuda de sete voluntários comprometidos para auxiliar nas atividades diárias.