'Amante' de Putin é acusada de ter embolsado R$ 438 milhões de fundos para megapalácio do presidente russo
Alina Kabaeva, ex-ginasta e apontada como "amante" de Vladimir Putin, com quem teria tido dois filhos "bastardos", está sendo acusada de ter recebido o equivalente a R$ 438 milhões em "fundos remanescentes" da verba usada para a construção do megapalácio de R$ 7 bilhões do presidente russo no Mar Negro.
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A denúncia foi feita pela Fundação Anticorrupção (FBK), criada pelo falecido ícone da oposição Alexei Navalny, que morreu envenenado quando estava detido em colônia penal no Ártico. Análises realizadas por laboratórios europeus confirmaram a presença de epibatidina em amostras do corpo de Navalny. Trata-se de uma substância letal encontrada em rãs da América do Sul e que causa paralisia muscular e asfixia.
Segundo ela, o dinheiro que deveria ter sido contabilizado e devolvido após a construção da luxuosa residência de Putin, mas, em vez disso, acabou destinado a instituições de caridade administradas por Kabaeva. A vasta propriedade perto da cidade turística de Gelendzhik foi exposta pela primeira vez pela FBK em 2021. Putin e o Kremlin negam que o imponente complexo no topo de um penhasco pertença a ele. Oficialmente, a propriedade pertence à Investment Solutions, supostamente envolvida em complexa teia de empresas de fachada.
A suposta megamansão de Putin às margens do Mar Negro
Reprodução/FBK
Alina Kabaeva cumprimenta Vladimir Putin em 2004
AFP
A megamansão de Gelendzhik há muito tempo é comparada ao esconderijo de vilão de filme de James Bond.
Kabaeva, de 42 anos, é uma ex-medalhista de ouro olímpica e há muito se especula que ela tenha dois filhos com Putin, nascidos em 2015 e 2019.
Quando as obras do megapalácio foram concluídas em 2023, investigadores afirmam que 6,5 bilhões de rublos (R$ 438 milhões) ficaram sem uso. De acordo com a nova investigação da FBK, esse "excedente" exorbitante foi então doado a duas organizações sem fins lucrativos controladas por Kabaeva.
Cerca de R$ 201 milhões teriam sido destinados à Fundação Beneficente Alina Kabaeva, que apoia publicamente atletas femininas, organiza um festival de ginástica e ajudou a restaurar uma igreja na Crimeia ocupada. Mas a equipe de Navalny alega que os gastos reais da instituição de caridade somaram apenas dezenas de milhões de rublos – com o restante supostamente depositado em uma conta bancária.
Os R$ 237 milhões restantes foram canalizados para outra organização de Kabaeva, a Heavenly Grace. Segundo o portal independente "Meduza", essa organização assistencial teria gasto 288 mil libras (cerca de R$ 2 milhões) na fábrica de relógios de luxo Imperial Peterhof.
Alina Kabaeva no auge da fama
Reprodução
Alina Kabaeva assiste a treino de ginástica rítmica na Rússia
Reprodução/Instagram
O dinheiro também teria sido usado em acampamentos de ginástica na região de Novgorod – que a FBK alega terem sido uma fachada para que os filhos de Putin e Kabaeva pudessem "brincar com outras crianças da mesma idade".
O grupo de Navalny concluiu que as instituições de caridade não passam de "fundos de propina" usados para financiar Putin e o estilo de vida secreto da sua família secreta "sob o pretexto de filantropia".
