Alunos de medicina da USP aderem a greve e paralisam atividades no Hospital das Clínicas

 

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Estudantes do internato Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo anunciaram nesta segunda-feira (11) que deixaram as funções no Hospital das Clínicas (HC) e no Hospital Universitário. O ato ocorre em apoio à greve das universidades estaduais paulistas. Na madrugada do último domingo (10), a Polícia Militar desocupou a reitoria da USP e foi acusada de truculência por estudantes.

Procurada pelo GLOBO, a Faculdade de Medicina informou que "não houve impacto na assistência aos pacientes" em decorrência da greve. O Hospital das Clínicas fica na Zona Oeste da cidade, no Pacaembu e o Hospital Universitário fica na cidade universitária, no Butantã, também na Zona Oeste.

O Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, da Faculdade de Medicina, tem entre as reinvindicações o fim do programa Experiência HCFMUSP, que prevê vagas para estudantes de instituições privadas estagiarem no HC mediante mediante mensalidades de R$8.450. Os alunos também cobram recomposição no quadro de funcionários do hospital universitário, entre outras pautas.

A paralisação teria sido aprovada em assembleia no dia 8 de maio, na última sexta-feira.

Na madrugada de domingo, a Polícia Militar retirou estudante que ocupavam a reitoria da USP. Imagens publicadas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição mostram que os agentes agrediram os alunos durante a ação com um "corredor polonês". Quatro estudantes foram detidos por "dano ao patrimônio público e alteração de limites". De acordo com a Secretaria de Segurança de São Paulo, havia 150 pessoas no local, e a operação contou com 50 PMs.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que a ação contou com cerca de 50 policiais e foi concluída sem registro oficial de feridos. Segundo a pasta, toda a operação foi gravada pelas câmeras corporais dos agentes, e as imagens serão anexadas ao inquérito. A reitoria da USP afirmou que não foi informada antes da desocupação.

Confrontos em novo protesto

Nesta segunda, após a operação, alunos da USP, Unesp e Unicamp marcaram um ato para na Praça da República, na região central da cidade. O ato terminou com a Polícia Militar utilizando bombas de gás para dispersar os manifestantes, segundo informações do g1. O ato cobrava a retomada das negociações com o reitor da USP, Aluísio Segurado.