Duas estudantes paraenses estão entre os 15 finalistas da segunda edição do ‘Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário 2026’. A iniciativa nacional reconhece universitários brasileiros responsáveis por projetos de impacto durante a graduação. Maria Paula Bastos, de 27 anos, estudante de Economia da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Brenda Nascimento, de 21 anos, aluna de Ciência da Computação do Centro Universitário do Pará, representam o estado na disputa. Os vencedores serão anunciados em cerimônia marcada para 20 de outubro, em São Paulo.
As duas universitárias desenvolvem iniciativas voltadas à inovação, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. Ao todo, o prêmio selecionou 15 estudantes entre mais de 9 mil participantes. Cinco deles, um de cada região do Brasil, receberão como reconhecimento uma imersão educacional de uma semana na China, prevista para janeiro de 2027, com visitas a empresas, universidades e centros de inovação.
Projetos
Maria Paula Bastos é fundadora da Uiro, startup que utiliza inteligência artificial e Big Data para transformar dados em indicadores capazes de apoiar decisões comerciais na bioeconomia amazônica. Segundo as informações do projeto, a solução já foi validada com três clientes e tem impacto estimado em cerca de 200 famílias extrativistas.
Brenda Nascimento é cofundadora da Kitembu, iniciativa que desenvolve uma solução de irrigação de baixo custo para pequenos produtores rurais. A tecnologia combina potes de barro porosos e sensores conectados à internet para auxiliar no enfrentamento dos períodos de seca. Além do trabalho com inovação, a estudante atua na Prefeitura de Belém, onde contribuiu para a estruturação tecnológica de uma plataforma de integração de dados municipais.
As trajetórias das duas paraenses estão entre as iniciativas que o prêmio busca destacar: projetos que transformam conhecimentos adquiridos na universidade em soluções com potencial de impacto social, econômico e ambiental.
Seleção
O Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário é promovido pela plataforma educacional Na Prática, braço filantrópico do banco BTG Pactual, e conta com o apoio da Exame e da Suzano. A iniciativa tem como objetivo identificar e valorizar jovens que demonstram liderança, capacidade de execução e protagonismo dentro e fora da sala de aula.
O processo seletivo contempla estudantes de diferentes áreas do conhecimento e não exige nota mínima no Coeficiente de Rendimento Acadêmico (CRA). Entre as iniciativas elegíveis estão pesquisas científicas, projetos tecnológicos, ações de voluntariado, empreendedorismo, participação em empresas juniores, produção artística e cultural, resultados esportivos e experiências profissionais com impacto comprovado.
Após a inscrição, os candidatos passaram por etapas de triagem, entrevistas, avaliações de raciocínio lógico e painéis regionais. Os 15 selecionados foram convidados para uma imersão presencial de quatro dias em São Paulo, com despesas custeadas pelo programa. A programação inclui visitas a empresas, atividades de desenvolvimento de liderança e protagonismo e apresentações dos projetos a uma banca avaliadora.
Segundo Anamaíra Spaggiari, CEO do Na Prática, a iniciativa também pretende inspirar outros universitários a partir de exemplos de jovens que compartilham realidades semelhantes.
“O Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário tem como objetivo valorizar o ensino superior e inspirar as próximas gerações de universitários a partir de exemplos de jovens da mesma região, que dividem realidade parecida, mas que conseguiram aproveitar educação e oportunidades para gerar impacto ao redor”, afirma.
A executiva destaca ainda a diversidade de iniciativas apresentadas nesta edição, que abrangem áreas como tecnologia, saúde, empreendedorismo e pesquisa científica.
Experiência na China
Os cinco vencedores, um de cada região brasileira, participarão de uma imersão educacional de uma semana na China, programada para janeiro de 2027. O pacote inclui passagens, hospedagem, alimentação e tradução. Durante a viagem, os estudantes terão contato com universidades de referência, empresas e centros de inovação do país.
Na edição anterior, os vencedores foram recebidos por lideranças de organizações como Alibaba e Huawei e conheceram um centro de referência em tecnologia robótica.
Além da possibilidade de participar da experiência internacional, os 15 finalistas receberão bolsas para o curso Execução de Alta Performance, poderão ter acesso a mentorias com lideranças empresariais e integrarão uma comunidade vitalícia de ex-finalistas. Os selecionados também terão oportunidades de visibilidade em veículos de alcance nacional.
Realizada pela primeira vez em 2025, a premiação recebeu mais de 8 mil inscrições. Os projetos apresentados naquela edição contemplaram áreas como saúde, tecnologia, engenharia, direito, saúde pública, ações humanitárias, mercado financeiro e ciências biológicas.
O Liberal