A companhia aérea estatal argentina cancelou os voos especiais para a Copa do Mundo a partir de três cidades provinciais com destino a Miami, destinados aos torcedores dos atuais campeões, devido ao aumento dos custos de combustível decorrente da guerra no Irã e a uma demanda menor do que o inicialmente previsto.
A Aerolíneas Argentinas não irá mais operar voos especiais a partir de Córdoba, Rosário e Tucumán — que normalmente não possuem voos diretos para os Estados Unidos — que estavam programados para junho e julho, durante a Copa do Mundo da FIFA. Os voos tinham como objetivo original facilitar a viagem dos torcedores do interior da Argentina que desejavam assistir ao torneio.
Enquanto torcedores do mundo inteiro hesitam diante dos altos preços dos ingressos, os voos cancelados chamam atenção, além da queda global na demanda, já que esta Copa do Mundo provavelmente será a última do astro Lionel Messi. Geograficamente, também é significativamente mais fácil viajar para os Estados Unidos do que para o último torneio, no Catar, que foi tomado por argentinos quando Messi levou a seleção nacional ao título.
A empresa aérea, como é conhecida localmente, confirmou que cancelou essas rotas e, em vez disso, concentrará as operações em Buenos Aires. Autoridades da empresa afirmaram que a decisão foi motivada por “fortes e sustentados aumentos” nos preços dos combustíveis, que “alteraram substancialmente a rentabilidade projetada dos serviços” a partir das cidades do interior da Argentina.
A companhia informou ainda que vai forcar na ampliação da conectividade através do aeroporto internacional de Ezeiza, na capital, incluindo serviços adicionais durante datas importantes da Copa do Mundo.
Atualmente, a Aerolíneas opera dois voos diários entre Buenos Aires e Miami e também oferece voos especiais para Dallas e Kansas City, onde a Argentina está programada para disputar suas partidas de estreia no torneio.
