Alta das exportações aos EUA é puxada pelos preços, visto que o volume ainda recua, diz Brandão
O aumento de 3,7% das exportações brasileiras para os Estados Unidos em junho foi puxado pelos preços, e não pelo volume exportado, explicou o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão.
Segundo ele, a quantidade exportada caiu 6,6% no mês passado.
Apesar disso, o resultado marcou a primeira alta das exportações ao mercado americano desde julho de 2025.
Após o avanço registrado naquele mês, as exportações passaram a recuar nos meses seguintes.
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Entre os principais produtos que puxaram o aumento das exportações brasileiras para os Estados Unidos em junho estão os óleos brutos de petróleo, com alta de 89,15%, óleos e combustíveis, com avanço de 299,3%, aeronaves, com crescimento de 60%, e carne bovina, com alta de 89,2%.
“O aumento para os Estados Unidos foi influenciado para esses principais produtos, sobretudo combustíveis.
No caso dos combustíveis, pelo aumento do preço das cotações internacionais.
O que acontece com os preços dos combustíveis na balança é que esse efeito de aumento de preço é um pouco defasado”, disse Brandão.
“Tivemos o pico do Brent em maio, que foi refletido no preço de exportação do petróleo do Brasil em junho.
Então, esse preço subiu e influenciou essa receita de combustível, apesar do volume de petróleo ter crescido também”, acrescentou.
Nos primeiros seis meses do ano, a exportação para os EUA caiu, em valor, 13%.
“Os Estados Unidos apresentaram destaque no primeiro semestre do ano passado, que era semestre pré-tarifas maiores e [por isso] cresceu a exportação.
Então temos base de comparação alta”, explicou Brandão.
Outros destinos
Já as exportações para a China cresceram 21,9% nos primeiros seis meses do ano, enquanto as destinadas à União Europeia avançaram 12,8%.
Em sentido contrário, as vendas para a Argentina recuaram 19,4% nessa mesma janela temporal, refletindo a menor demanda do mercado argentino, segundo o diretor.
Contêineres empilhados em navio, no porto de Savannah, na Georgia (EUA)
Stephen B.
Morton/AP
