Alta-costura primavera-verĂŁo 2026: estreias, homenagens e os destaques da temporada em Paris

 

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A temporada couture tomou conta de Paris entre os dias 26 e 29 de janeiro com as coleções de primavera-verão 2026. Esta edição não foi como a que passou. Além de ter estreias importantes — foi a primeira de alta-costura de Jonathan Anderson e Matthieu Blazy na Dior e na Chanel, respectivamente —, reverenciou os mestres Giorgio Armani, morto em setembro de 2025, e Valentino Garavani, nove dias antes do desfile. Entre emoções e inovações, confira a proposta de seis grifes que se destacaram na passarela deluxe.

Valentino

Nove dias depois da morte de Valentino Garavani, Alessandro Michele emocionou a plateia. Os convidados assistiram à apresentação através de “janelas”. Feitas de madeira, faziam referência ao Kaiserpanomara, máquina ótica circular do século XIX, que direciona o olhar a um ponto específico. Na passarela, o maximalismo que Michele adora, com maxicapas e headpieces. “Misturou várias épocas, anos 1980 com Paul Poiret e futurismo”, diz o editor de moda Rogério S.

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Christian Dior

Jonathan Anderson fez seu début na alta-costura da Dior após assumir o cargo em 2025. A coleção teve influencia no trabalho da ceramista queniana Magdalene Odundo trazendo formas volumosas aos looks. Elementos florais também foram destaques. “Adoro quando os estilistas apresentam uma proposta nova mantendo a identidade da marca. Anderson trouxe esse frescor de forma sofisticada”, opina o stylist Felipe Veloso.

Desfile Alta-Costura Dior

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Chanel

A aguardada estreia de Matthieu Blazy na alta-costura da Chanel aconteceu no Grand Palais, em um cenário com cogumelos gigantes. A coleção trouxe atmosfera lúdica, além de franjas e plumas (que lembravam pássaros), animal prints inspirados em zebras e botões que evocavam olhos de répteis. A leveza guiou as criações, feitas também para o dia a dia, como o “jeans” de seda. “Blazy também driblou o etarismo com modelos de idades diversas e mulheres de cara praticamente lavada”, diz o editor de moda Rogério S.

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Ellie Saab

O estilista libanês Elie Saab evocou o imaginário do jet set internacional dos anos 1970 e suas noites de verão, de “Milos a Marrakech”, para a coleção couture de primavera-verão 2026. Modelos desfilaram ao som de violinos, com vestidos dourados e bordados, dos pés à cabeça. Franjas e sobreposições de coletes injetaram modernidade. “É uma marca tradicional, que não abre mão do glamour. Desta vez, trouxe uma mulher meio boho”, observa a consultora de moda internacional Paula Rita Saady.

Desfile Elie Saab alta-costura

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Zuhair Murad

A coleção homenageou o ofício das bordadeiras. “O trabalho manual nos relembra que a beleza nasce da paciência. Linha após linha, é como se as costureiras estivessem reconstruindo o mundo”, explicou o estilista Zuhair Murad. Com silhuetas inspiradas nos anos 1950,os corsets foram protagonistas.“O mood foi escapista, com muitas pedrarias”, diz a consultora Paula Rita Saady.

Zuhair Murad alta-costura

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Giorgio Armani Privé

Silvana Armani, sobrinha de Giorgio, assumiu a direção da Giorgio Armani Privé, após a morte do tio, em setembro de 2025. Parte da empresa desde 1980, essa foi a sua primeira coleção de alta-costura como diretora criativa das linhas femininas e couture. “Ela permaneceu fiel ao repertório original de Armani”, afirma a analista de moda Paula Acioli.

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