Alpinista mostra lixo acumulado no Everest e reacende debate sobre superlotação: 'A montanha merece algo melhor'; assista
Imagens compartilhadas nas redes sociais, pela alpinista de Dubai, Angelina Angelova, reacenderam o debate sobre os impactos da crescente exploração comercial do Monte Everest. O vídeo, publicado no fim de semana, mostra o Acampamento IV, o ponto de apoio mais alto da montanha, localizado a 7.925 metros de altitude, tomado por barracas abandonadas, cilindros de oxigênio vazios e outros resíduos deixados por expedições.
Competidora de hipismo é presa após ferir cavalos com faca em evento nos EUA; campanha arrecada recursos para tratamento dos animais
Surfista fica ferido após ataque de tubarão em praia do Havaí; autoridades alertam para animal agressivo na região
Situado no Colo Sul, entre o Everest e o Lhotse, o acampamento é a última parada antes da travessia da chamada "Zona da Morte", região acima dos 8 mil metros onde a quantidade de oxigênio disponível é insuficiente para sustentar a vida por longos períodos. Nas imagens, dezenas de barracas desgastadas aparecem espalhadas pela neve, transformando um dos locais mais emblemáticos do planeta em um depósito de equipamentos descartados.
Assita:
Initial plugin text
A repercussão levou o perfil Everest Today, dedicado à cobertura da montanha, a criticar a situação. "O que deveria ser um dos lugares mais extraordinários do planeta tornou-se, de muitas maneiras, uma das faces mais feias da comercialização do Everest. A montanha merece algo melhor", publicou a página.
Após rival vencer campeonato em seu ginásio, time de basquete na Grécia faz limpeza e ‘desinfecção’ da arena
O problema ocorre em meio a uma temporada recorde de escaladas. Em maio, 274 pessoas alcançaram o cume em um único dia, superando a marca anterior registrada em 2019. Neste ano, quase 500 alpinistas estrangeiros receberam autorização para tentar a subida pelo lado nepalês da montanha, alimentando preocupações sobre superlotação, segurança e impactos ambientais.
Vídeo expõe barracas abandonadas e resíduos no Everest e gera críticas à exploração comercial da montanha
Instagram/@angelova__angelina
Apesar de operações periódicas de limpeza, remover resíduos do Everest continua sendo uma tarefa arriscada. Em 2024, uma equipe de sherpas e soldados nepaleses retirou 11 toneladas de lixo e recuperou quatro corpos da montanha. Segundo Ang Babu Sherpa, responsável pela missão, foram encontrados cilindros de oxigênio, barracas antigas, cordas e embalagens que, em alguns casos, estavam no local havia quase sete décadas.
