Uma falha de grande proporção no couro cabeludo levou Marciele Albuquerque a descobrir um diagnóstico de alopecia.
O relato da ex-BBB repercutiu nas redes sociais não apenas pela mudança visível nos cabelos, mas também pelo impacto emocional provocado por uma alteração que passou a fazer parte de sua rotina.
Nos últimos meses, ela havia enfrentado períodos de intenso estresse e já relacionava momentos de maior pressão à queda dos fios.
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A percepção não surgiu agora.
Em julho, Marciele contou que costumava notar uma queda mais acentuada dos cabelos depois do Festival de Parintins, evento que envolve uma agenda intensa e uma rotina de compromissos.
A associação entre períodos de estresse e alterações capilares, porém, exige cautela: diferentes condições podem provocar queda e nem todas correspondem ao mesmo tipo de alopecia.
O estresse pode, de fato, interferir no ciclo de crescimento dos fios.
Isso não significa, no entanto, que uma queda após um período emocionalmente desgastante seja necessariamente um caso de alopecia areata ou de outra doença específica.
Para a médica Fernanda Nichelle, que atua na área de estética, a investigação da causa deve vir antes da escolha de qualquer tratamento.
"O cabelo é muito sensível às mudanças do nosso organismo.
O estresse intenso pode interferir no ciclo capilar, mas é importante entender que existem diferentes tipos de queda e diferentes tipos de alopecia.
Por isso, o diagnóstico é fundamental antes de qualquer tratamento", explica.
Marciele Albuquerque revela diagnóstico de alopecia após perceber falha no couro cabeludo
Reprodução Instagram
Estresse e queda de cabelo não são sinônimos
Uma das manifestações associadas a períodos de estresse é o chamado eflúvio telógeno.
Nesse quadro, a queda tende a ser mais difusa, com redução da quantidade de fios percebida em diferentes regiões do couro cabeludo.
Já a alopecia areata costuma apresentar falhas mais delimitadas.
As duas condições podem ter diferentes fatores desencadeantes e, em alguns casos, aspectos emocionais podem fazer parte do histórico do paciente.
Ainda assim, não se trata da mesma alteração e a aparência da queda é um dos elementos considerados durante a avaliação.
"Nem toda queda provocada ou agravada pelo estresse é alopecia areata.
Quando aparecem falhas localizadas, como a que a Marciele relatou, é importante investigar.
Não é indicado simplesmente começar a usar produtos ou vitaminas sem saber qual é a causa", afirma a médica.
Outro fator que pode dificultar a identificação da origem do problema é o intervalo entre o acontecimento e o surgimento dos sintomas.
Uma pessoa pode atravessar uma fase de grande tensão e só notar uma mudança na quantidade de fios algum tempo depois.
Isso acontece porque o ciclo capilar não acompanha necessariamente, de forma imediata, as transformações vividas pelo organismo.
"Muitas vezes, a pessoa passa por meses de estresse e só depois percebe que o cabelo começou a cair mais.
O ciclo capilar tem o seu próprio tempo.
Por isso, durante uma avaliação, precisamos olhar para o histórico dos últimos meses e não apenas para o que aconteceu recentemente", observa Fernanda.
Quando a mudança também afeta a autoestima
Para além da investigação clínica, a queda dos cabelos pode ter uma dimensão emocional importante.
No caso de Marciele, o impacto ganhou outra proporção por se tratar de uma característica marcante de sua imagem.
Uma falha visível pode alterar a percepção que a pessoa tem da própria aparência e afetar sua autoestima.
"Quando falamos de cabelo, estamos falando também de identidade e autoestima.
Uma falha pode causar um impacto emocional muito grande.
Então, além de investigar a causa, é importante acolher essa paciente e mostrar que existem caminhos de tratamento", diz a especialista.
A recomendação é observar mudanças que fogem do padrão habitual dos cabelos, especialmente quando surgem de forma repentina.
Falhas localizadas, aumento expressivo da queda, afinamento dos fios ou alterações no couro cabeludo são sinais que merecem avaliação profissional.
"Queda de cabelo é um sintoma, não um diagnóstico.
O mais importante é não normalizar uma mudança repentina e procurar uma avaliação para entender o que o organismo está sinalizando", conclui Fernanda.
Alopecia: o que pode causar falhas no couro cabeludo, como a relatada por Marciele Albuquerque
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