Alma do samba carioca: 40 anos sem Nelson Cavaquinho

 

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Nesta Quarta-Feira de Cinzas, 18 de fevereiro, fazem 40 anos da morte do artista Nelson Cavaquinho. Com parcerias e obras eternizadas por intérpretes como Beth Carvalho, o legado do sambista segue atual, mantendo viva a alma do samba carioca.

Quatro dĂ©cadas depois de sua morte, suas cançÔes continuam sendo referĂȘncia. Ele morreu em 18 de fevereiro de 1986, vĂ­tima de cĂąncer de garganta.

De acordo com levantamento da Ecad, entre suas composiçÔes mais regravadas estĂĄ “Folhas Secas”, parceria com Guilherme de Brito, que acumula 83 gravaçÔes, seguida por clĂĄssicos como “A Flor e o Espinho” e “Luz Negra”. Nos Ășltimos cinco anos, “JuĂ­zo Final”, parceria com Élcio Soares, lidera o ranking das mĂșsicas de Nelson Cavaquinho mais tocadas, seguida por “Folhas Secas” e “A Flor e o Espinho”.

Além disso, foi Beth Carvalho a pessoa que mais regravou cançÔes de Nelson Cavaquinho.

Nascido em 1911 no bairro do Caju, no Rio de Janeiro, o artista começou a tocar cavaquinho ainda jovem e ficou conhecido por sua sensibilidade, muitas vezes marcada por uma melancolia que refletia a dureza da vida urbana.

Acompanhado de seu cavaquinho, o artista tinha o hĂĄbito de cantar sozinho nas ruas, de madrugada. Seu jeito de tocar cavaquinho era inconfundĂ­vel, com acordes e melodias que transmitiam tristeza e beleza. O apelido 'Cavaquinho', inclusive, veio de sua habilidade excepcional com ele.

Nelson tambĂ©m tocavax violĂŁo e criou um estilo Ășnico de execução, tocando apenas com dois dedos da mĂŁo direita.

Nelson Cavaquinho mantinha um estilo prĂłprio, muitas vezes assinando melodias e letras que desafiavam convençÔes do samba da Ă©poca, trazendo introspecção e lirismo raros ao gĂȘnero.